A Tunísia determinou, nesta segunda-feira (07/03), um toque de recolher na cidaden de Ben Gardane e outras áreas próximas à fronteira com a Líbia, após um ataque que matou pelo menos 35 pessoas. As autoridades acreditam que o Estado Islâmico esteja por trás do incidente, mas o grupo extremista ainda não se manifestou.
A medida foi estabelecida após uma reunião de emergência entre o primeiro-ministro tunisiano, Habib Essid, e os ministros do Interior, Hedi Majdoub, e da Defesa, Farhat Horchani. O toque de recolher entrará em vigor hoje a partir das 18h, no horário local, e durará até as 4h da manhã seguinte.
Agência Efe

Soldados tunisianos fazem rondas na cidade de Ben Gardane após ataque
O governo também está avaliando a possibilidade de adquirir drones para monitorar a fronteira, que já conta com uma barreira de 200km para impedir a entrada de militantes extremistas, e permitir a entrada de tropas alemãs, norte-americanas, italianas e britânicas atuando na região.

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O ataque foi causado por um grupo de 28 supostos jihadistas que vieram da Líbia, segundo as autoridades, e investiram contra um quartel e uma delegacia de polícia em Ben Gardane, deixando pelo menos 45 mortos – entre eles, os agressores, afirmam autoridades tunisianas. O ministro do Interior informou que se suspeita que o Estado Islâmico esteja por trás do ataque, visto que três dos jihadistas mortos foram identificados como militantes do grupo. O EI, contudo, ainda não reivindicou autoria.
Este é o segundo ataque que a região da fronteira tunisiana enfrenta neste mês. Na última quarta-feira (02/03), tropas do país entraram em conflito com militantes extremistas, deixando seis mortos, um dos quais era civil.