Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Um dia depois de ameaçar lançar uma operação militar em larga escala para retirar militantes pró-Moscou de uma série de cidades capturadas no leste da Ucrânia no fim de semana, o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turchynov, disse nesta segunda-feira (14/04) que não se opõe à realização de um referendo sobre a possibilidade de conceder maior autonomia a regiões do país.

Efe

Separatistas pró-Rússia participam de manifestação na cidade de Lugansk, onde apresentaram um ultimato às autoridades da região

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A consulta popular seria feita junto com a eleição presidencial da Ucrânia, marcada para 25 de maio. Os comentários de Turchynov vieram após o prazo para militantes no leste ucraniano baixarem armas ou enfrentarem uma operação “antiterrorista” ter chegado ao fim sem sinal de ação militar.

“Tenho certeza que uma grande maioria de ucranianos nesse referendo, que, quando o Parlamento decidir, poderá ser realizado junto com a eleição presidencial, vai ser a favor de uma Ucrânia indivisível, independente, democrática e unificada”, afirmou Turchynov durante reunião com líderes parlamentares. “Quaisquer mudanças na Constituição exigem ampla discussão em todas as regiões da Ucrânia.”

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A consulta popular seria feita junto com a eleição presidencial da Ucrânia, marcada para 25 de maio deste ano

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Não há sinais de que os grupos pró-Rússia teriam abandonado suas posições ou de que qualquer movimentação de forças do governo na região de Donetsk, principal região no leste do país. Em Sloviansk, onde confrontos resultaram na morte de um oficial ucraniano, milicianos pró-Rússia continuam ocupando uma delegacia de polícia.

ONU

Diante do aumento da tensão na região, Moscou pediu na noite deste domingo uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para discutir a crise no leste da Ucrânia. Segundo o porta-voz do governo russo, o país levará a questão também à Organização para Segurança e Cooperação na Europa. O Ministério russo do Exterior considera as ações do governo em Kiev uma “guerra contra seu próprio povo”.

O embaixador russo nas Nações Unidas, Vitaliy Churkin, pediu a Kiev que “inicie um diálogo genuíno”, enquanto o embaixador ucraniano na organização, Yuriy Sergeyev, acusou Moscou de criar uma 'crise artificial' no leste do país.

A “operação antiterrorismo” da polícia ucraniana contra grupos pró-russos fez vítimas de ambos os lados neste domingo na cidade de Slavyansk. Segundo o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov, um agente do serviço secreto foi morto e cinco policiais ficaram feridos.

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