Enock Nsubuga, assassino confesso do ativista pelos diretos gays em Uganda David Kato, morto a golpes de martelo em janeiro, foi condenado nesta sexta-feira (11/11) a 30 anos de prisão. Segundo o jornal local Daily Monitor, citado pela agência Reuters, Nsubuga foi julgado pela corte de Mukono, cidade que fica a 20 quilômetros da capital, Kampala.
Kato, que foi atacado na própria casa, defendia abertamente a bandeira dos direitos civis dos homossexuais no país africano, um dos 37 no continente que considera a união entre parceiros do mesmo sexo um crime. Suas ações de conscientização para a tolerância geraram revolta inclusive na mídia local. Um jornal chegou a sugerir que ele fosse morto.
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Após sua morte, condenada ao redor do mundo, a própria polícia de Uganda chegou a argumentar que o assassinato fora cometido por um ladrão e que o ato de violência não estava relacionado com a morte de outros ativistas gays no mesmo período, mesmo que todas as evidências indicassem o contrário. Além disso, alguns indicaram que Kato e Nsubuga eram amigos.
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