Os presidentes de Colômbia, Manuel Santos, e Venezuela, Nicolás Maduro, se reunirão na próxima segunda-feira (21/09) em Quito. Este será o primeiro encontro dos mandatários desde o início da crise na fronteira colombo-venezuelana, em 19 de agosto.
O encontro será mediado pelos presidentes do Equador, Rafael Correa, e do Uruguai, Tabaré Vázquez, que detêm a presidência pró-tempore da Celac (Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos) e Unasul (União das Nações Sul-Americanas). A Colômbia, no entanto, faz questão de frisar que a mediação está sendo feita pelos dois países, e não pelos blocos.
Agência Efe

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No início da semana, a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez, anunciou a realização de uma reunião de chefes de Estado da Unasul para debater o tema.
“O senhor presidente Santos aceitou o convite para o diálogo feito pelos presidentes Correa e Vázquez para se reunir na segunda-feira com o presidente Maduro”, declarou a chanceler colombiana, María Ángela Holguín.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (17/09), o governo brasileiro saudou o anúncio do encontro e disse entender “que o âmbito bilateral, favorecido pelas duas partes, é o mais adequado para negociações que possam conduzir a uma solução rápida e duradoura” e que o Brasil “se mobilizou em favor desse diálogo desde o início” e “permanece pronto a dar sua contribuição para esse esforço conjunto”.
Na mesma linha, a secretaria geral da Unasul divulgou uma nota dizendo confiar que a reunião será bem-sucedida. “O caminho do diálogo bilateral (…) deve seguir sendo o melhor cenário para que os países da Unasul resolvam suas diferenças de fronteira”.
Para combater o contrabando de alimentos e gasolina na região da fronteira com a Colômbia, Maduro ordenou o fechamento de diversas regiões na fronteira de 2.219 quilômetros. Atualmente, o Estado de Exceção decretado pelo mandatário atinge 13 municípios.
De acordo com a ONU, 20 mil colombianos deixaram a Venezuela desde o início do problema na fronteira e 1.482 foram deportados por estarem sem a devida documentação.
Queda de caça
A Força Armada Nacional Bolivariana anunciou nesta sexta-feira (18/09) que vai investigar as causas que originaram a queda de um avião tipo Sukhoi-30 na noite desta quinta, quando custodiava o espaço aéreo venezuelano.
O caça caiu próximo à fronteira com a Colômbia e os pilotos estão desaparecidos.

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O presidente Maduro lamentou o incidente: “todo apoio e solidariedade da Pátria à Aviação Militar Bolivariana, levantemos a moral e sigamos em combate”, disse o mandatário.
OEA
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, criticou, em uma carta de seis páginas divulgada em seu Twitter, o governo da Venezuela em resposta às acusações feitas contra ele pelo ex-chanceler venezuelano Elías Jaua na semana passada.
“Nenhuma revolução, Elías, pode deixar as pessoas com menos direitos dos que tinham, mais pobres em valores e em princípios, mais desiguais nas instâncias da justiça e na representatividade, mais discriminada dependendo de onde está seu pensamento ou sua orientação política. Toda a revolução significa mais direitos para mais pessoas”, começa a carta que Almagro publicou no Twitter.
No último dia 9, Jaua chamou Almagro de “pró-cônsul” dos Estados Unidos e o criticou por estar “se erguendo contra a revolução do nosso país”, algo para o qual o secretário-geral da OEA “não teria estatura política e moral”.
O secretário-geral da OEA também defendeu que sua recente visita à cidade colombiana de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela, não se tratou de um apoio ao governo de Juan Manuel Santos, mas sim para “ver de perto a realidade de compatriotas latino-americanos que atravessam uma situação penosa”.