Os ministros de Relações Exteriores da União Europeia conseguiram chegar a um consenso para conceder à Sérvia o status de país candidato à adesão ao grupo. A decisão cabe ao Conselho de Assuntos Gerais, que acontece na terça-feira (28/02), mas os titulares de Exteriores já analisaram o dossiê sérvio e constataram que nenhum dos 27 rejeita uma decisão a favor de Belgrado.
A informação foi adiantada nesta segunda-feira (27/02) pelo titular francês, Alain Juppé, e por fontes comunitárias. “Está feito. Não há nenhuma objeção”, afirmou Juppé em declarações fora da reunião, embora o acordo formal deva ser fechado pelos titulares de Assuntos Europeus.
Com a previsão de uma decisão positiva, a Comissão Europeia anunciou que o presidente sérvio, Boris Tadic, se reunirá com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, nesta terça-feira, em Bruxelas. Caso o acordo seja fechado, os chefes de Estado e Governo comunitários devem referendá-lo na cúpula das próximas quinta e sexta-feiras.
“Acredito ser possível que amanhã seja dado e confirmado no Conselho Europeu o status de candidato à Sérvia”, afirmou o ministro belga de Relações Exteriores, Didier Reynders. As declarações feitas na entrada da reunião desta segunda-feira por vários responsáveis mostraram a intenção geral de declarar a Sérvia como país candidato.
Para o titular sueco, Carl Bildt, a Sérvia cumpriu com as condições para ter tal status. “O acordo da semana passada abre o caminho a relações contratuais entre Kosovo e a UE e isso é um grande passo para Kosovo”, acrescentou. A candidatura sérvia ganhou força na sexta-feira passada (24/02), com o acordo entre Sérvia e Kosovo, sob mediação da UE, sobre a participação da ex-província sérvia em fóruns regionais balcânicos.
A concessão à Sérvia do status de país candidato à adesão à União Europeia deveria ter sido dada em dezembro de 2011, mas os líderes comunitários preferiram ter mais tempo para julgar se Belgrado tinha avançado o suficiente em sua relação com o Kosovo.
A Alemanha esteve entre os países mais duros com a Sérvia, mas nos últimos dias mostrou sua disposição a apoiar a candidatura de Belgrado. As reservas alemãs se deviam, principalmente, às tensões dos últimos meses entre a população albano-kosovar e a minoria sérvia no norte do Kosovo, que provocaram choques com as forças internacionais na região, que contam com grande participação de soldados alemães.
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