Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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Cientistas da UCLA (Universidade da Califórnia) descobriram que um vírus inofensivo que vive na pele das pessoas é capaz de facilitar o tratamento da acne, secreção exagerada de gordura pelas glândulas sebáceas, ocorrida principalmente durante a adolescência.
 
O vírus pertence à família dos bacteriófagos justamente porque está programado para atacar e destruir a bactéria Propionibacterium acnes, organismo responsável por causar as espinhas. De acordo com o estudo, esse vírus possui genes que codificam a fabricação de uma enzima que decompõe as paredes celulares dessa bactéria, destruindo-a.
 
A ideia é formular uma nova forma de tratamento para a acne. O problema do uso de antibióticos é que eles não atacam apenas as bactérias que causam a acne, mas, também, aquelas que produzem efeitos benéficos para o organismo. Outro dilema é que os fármacos disponíveis no momento estão selecionando e, assim, fortalecendo a Propionibacterium acnes.
 
 

Cientistas norte-americanos esperam desenvolver um medicamento com poucos efeitos colaterais

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De acordo com os cientistas, são grandes as chances de desenvolvimento de um medicamento com efeitos colaterais mínimos, a partir do vírus em questão.

Para o professor Robert Modlin, que liderou o estudo, “a acne afeta milhões de pessoas e não há dúvidas de que há poucos tratamentos que sejam seguros e eficientes ao mesmo tempo”. Ele assegura que o emprego desse vírus oferece uma ferramenta muito promissora contra as cicatrizes físicas.

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