Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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A manhã desta quarta-feira (05/11) as manchetes dos jornais em Israel se concentraram na vitória de Zohran Mamdani, socialista, muçulmano e filho de imigrantes, foi eleito, na terça-feira (04/11), o 111º prefeito de Nova York, com 50,4% dos votos sobre o candidato do status quo, o ex-governador Andrew Cuomo, que obteve 41%. A cidade concentra a maior população judaica e Mamdani possui um posicionamento anti-sionismo.

Para o veículo de Tel Aviv, Haaretz, Amir Tibon analisou que os os resultados impactarão as relações entre os EUA e Israel de maneiras que vão além do drama na Big Apple. O jornalista observa que nos outros estados obtiveram resultados semelhantes, grande derrota republicana, e a vitória de Mamdani em Nova York – com mais de 50% dos votos populares e apesar de um esforço massivo para frear seu ímpeto – é uma peça desse quebra-cabeça maior.

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Para Israel, esse enigma representa um problema. A posição do país entre os democratas nunca esteve tão ruim. Isso fica evidente tanto nas pesquisas de opinião pública, que mostram um grande número de eleitores democratas se afastando de Israel, quanto nos corredores do Congresso, onde apenas um punhado de democratas ainda se mantém fiel ao antigo princípio do apoio incondicional ao país.

Outro exemplo é a carta recente a Trump sobre os perigos da anexação da Cisjordânia por Israel que foi assinada por 46 dos 47 senadores democratas. Mesmo apoiadores de longa data da ala moderada do partido, como o senador Chris Coons e o deputado Brad Schneider, estão enfrentando cada vez mais dificuldades para manter seu apoio diante das ações e declarações do governo de extrema-direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

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Tibon observa que uma administração israelense normal e sensata analisaria os resultados e perceberia que a realidade política nos Estados Unidos está mudando e que Israel precisa adaptar sua política e sua mensagem se quiser preservar o apoio norte-americano a longo prazo. Tel Aviv não tem alternativa à sua aliança com os EUA e perdeu muito apoio em outras partes do mundo sob o atual governo Netanyahu. Outro fato analisado é sobre a participação expressiva de eleitores com menos de 40 anos, faixa etária menos propensa a apoiar Israel.

O jornalista do Haaretz relembra que Netanyahu e seus aliados extremistas provavelmente nem se darão ao trabalho de saber os resultados, em vez disso, provavelmente farão a única coisa em que são realmente bons: atacar Mamdani com postagens “idiotas” em busca de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais.