Sábado, 5 de setembro de 2026
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Em visita a Pequim iniciada nesta quarta-feira (03/12), o presidente da França, Emmanuel Macron, teve reunião bilateral com seu homólogo chinês, Xi Jinping, que teve como pauta a guerra na Ucrânia e o conflito geopolítico em Taiwan.

O encontro contou com a presença dos dois presidentes, dos dois chanceleres – o chinês Wang Yi e o francês, Jean-Noël Barrot – e do primeiro-ministro chinês Li Qiang.

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Segundo a agência de notícias ANSA, o chanceler da França disse, antes da viagem, que seu país pretende convencer Pequim a “pressionar a Rússia, e em particular o (presidente) Vladimir Putin, a finalmente concordar com uma trégua”.

“Contamos com a China para desempenhar um papel crucial e guiar Moscou a tomar a decisão correta”, afirmou Barrot.

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A guerra entre Rússia e Ucrânia foi tema principal em duas reuniões anteriores entre Xi e Macron, em abril de 2023 (última viagem do líder francês a Pequim) e em maio de 2024 (visita do mandatário chinês a Paris).

Esta é a quarta visita de Macron à China como presidente da França (desde 2017), e incluirá uma parada em Chengdu, cidade para onde foram enviados dois pandas gigantes que eram exibidos em zoológicos franceses, mas que foram recentemente devolvidos ao seu país natal.

Taiwan

Outro tema importante da reunião entre Xi e Macron é a questão de Taiwan, que tem escalado para um cenário de tensão devido a recentes comentários da premiê japonesa Sanae Takaichi defendendo uma intervenção militar em favor do governo local da ilha no caso de um hipotético ataque chinês.

Durante o encontro, Xi enfatizou a postura do seu governo de “uma só China”, defendendo a soberania chinesa sobre o território insular, dentro do modelo de “um país, dois sistemas”, no qual, Pequim concede maior autonomia tanto a Taiwan quanto a Hong Kong e Macau.

Macron foi recebido no aeroporto em Pequim pelo chanceler chinês Wang Yi
Xinhura

Tibete

Segundo a ANSA, a questão do Tibete também poderia entrar na pauta da reunião entre Xi e Macron, nesta quarta.

A agência afirma que o presidente francês tem sido pressionado por setores ligados ao Dalai Lama para que apresente, durante o encontro, uma denúncia sobre supostas violações dos direitos humanos e repressão das minorias no território.

Com informações de ANSA.

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