Sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
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Foi lançado nesta quarta-feira (30/10) um mapa interativo que reúne casos de violência cometidos por agentes do Estado durante os protestos que tomaram o Chile nas últimas duas semanas. Os relatos de abusos por parte dos Carabineros (a polícia militar) e o Exército, especialmente contra estudantes, jornalistas, ativistas e outros se multiplicaram por todo o país depois da decretação do Estado de Emergência, que foi derrogado no último domingo (27/10).

O mapa colaborativo é um trabalho conjunto de veículos tanto de Brasil, quanto do Chile: Pressenza/QuatroV, El Desconcierto, Colonia Dignifad, Associação pela Memória e pelos Direitos Humanos, Opera Mundi, Jornal GGN, Outras Palavras e TVT. Na página, é possível informar casos que ainda não tenham sido registrados.

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Os números oficiais dão conta de 1.132 feridos por balas, balas de borracha, armas de fogo e perda de visão, 3.535 pessoas presas, 76 acusações de tortura e 18 de violência sexual pela ação das forças de segurança nos protestos. Mas denúncias divulgadas nas redes sociais, em vídeos, jornais e rádios comunitários apurados revelam que os números são ainda maiores. Ao Jornal GGN, a presidente do Colégio Médico de Chile, Izkia Siches Pasten, admitiu que os dados estavam sendo minimizados e que houve o cerceamento destas informações.

Dados oficiais dão conta de 1.132 feridos por balas, balas de borracha, armas de fogo e perda de visão, 3.535 pessoas presas, 76 acusações de tortura e 18 de violência sexual, mas números podem ser muito maiores

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Reprodução

Mapa mostra casos de violência estatal no Chile

“Nos primeiros dias, tivemos um cerco informativo, vivemos problemas para poder quantificar e suspeitamos de que se estava minimizando a quantidade de feridos”, admitiu a presidente da instituição que representa, protege e fiscaliza, por lei, os profissionais da saúde no país.

Nas ruas, a população acusa o presidente da República pelas mortes, feridos e violações, ao determinar o Estado de Exceção, autorizar o uso da força repressiva e impedir ou dificultar a divulgação destes dados. Além dos coletados pelo INDH, atualizados dia a dia, jornais comunitários e as redes sociais vêm desempenhando um papel paralelo de denúncias, por meio de fotos e vídeos, que não são contabilizados pelas autoridades do governo.

Desde outubro de 2018, Opera Mundi mantém um mapa colaborativo com os casos de violência com motivação política registrados no Brasil. A iniciativa veio após o aumento de relatos de atos violentos durante o período eleitoral. A página é constantemente atualizada com novos casos.

(*) Com Jornal GGN