Em meio a protestos contra o governo, Piñera oficializa aumento do salário minimo no Chile

Presidente afirmou que projeto de lei responde às demandas da população, que está se manifestando no Chile desde 19 de outubro contra o governo neoliberal do mandatário

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, oficializou nesta quarta-feira (06/11) um projeto de lei que aumenta o valor do salário mínimo mensal do país em 350 mil pesos através de um subsídio estatal. De acordo com o mandatário, o projeto de lei responde às demandas da população, que toma as ruas do país desde 19 de outubro contra o governo neoliberal do mandatário. 

Piñera afirmou que o Estado prevê destinar 190 milhões de pesos no primeiro ano para realizar a entrega deste subsídio às empresas. 

"Estamos respondendo com fatos e não apenas com boas intenções ao que as pessoas estão demandando", disse aos jornalistas no Palácio de La Moneda, sede do governo.


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Com a medida, o salário mínimo mensal do país passa de 301 mil pesos a 350 mil pesos. Segundo o presidente, o aumento beneficiará 540 mil trabalhadores.

Johanna Zárate P./Camara de Diputados
Piñera assinou projeto que aumenta salário mínimo em 350 mil pesos

Mesmo com o novo salário mínimo, as mobilizações não pararam no Chile. Os manifestantes reivindicam a criação de uma Assembleia Constituinte que permita resolver os problemas da desigualdade social e dar garantias essenciais como educação, saúde e moradia. 

Nesta quarta-feira, os motoristas de veículos públicos e privados protestaram pela redução do pagamento pela circulação nas rodovias da capital. Além disso, outros setores da sociedade devem se mobilizar.

*Com teleSur

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