"Crise de masculinidade" nas escolas chinesas

Xangai inaugurará turmas só de meninos

Cal Widdall | Shanghaiist

Professor e alunos na cidade de Taichung, Taiwan. Foto: enixii 

Um dos principais colégios de Xangai, a maior cidade da China, conseguiu permissão para criar as primeiras - e por enquanto únicas - turmas só de garotos no próximo ano letivo, que lá começa em setembro. Segundo o site Shanghaiist, o programa foi desenvolvido para lidar com uma "crise de masculinidade" na educação chinesa, e compreenderá "cursos de sobrevivência e de conserto de aparelhos eletrônicos". 

O diretor do colégio, Lu Jinsheng, originalmente submeteu uma proposta para transformar toda a escola em uma instituição só para meninos, mas só conseguiu autorização para duas turmas-teste com 60 garotos cada. Ele acredita que separar os meninos das meninas vai fazê-los se dedicar mais aos estudos, já que, ainda segundo o site Shanghaiist, 80% dos 50 milhões de estudantes do país considerados "péssimos" são do sexo masculino. Segundo o diretor, a razão do problema é que "garotas tendem a ser mais expressivas, disciplinadas e obedientes, enquanto os garotos tem mais dificuldade para se concentrar e são mais rebeldes". A resposta para o dilema seria então "trancá-los em uma sala e oferecer um programa de ensino desenvolvido especialmente para eles".

Mas é claro: fazer com que eles tenham que escolher entre aprender a reparar gadgets e sobreviver na selva ou conviver com garotas parece mesmo a solução.

Leia mais, em inglês, no site Shanghaiist.

 

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