UPP na Rocinha, um ano depois

A vida dos moradores depois da pacificação da favela

Redação

Imagem via candypilargodoy

A "pacificação" das favelas do Rio de Janeiro é tema de reportagem publicada na edição de janeiro de 2013 da revista estadunidense Smithsonian. A matéria conta a história das favelas cariocas desde a chegada das UPPs (Unidades de Polícia de Pacificação), com foco na favela da Rocinha. Com o guia Marcos Rodrigo Neves, o Wark, grafiteiro da favela que atualmente ensina várias crianças através do Instituto Wark, também na Rocinha, o repórter explica a questão dos traficantes e de como foi feita a invasão dos policiais para a pacificação da favela.

O texto destaca as disparidades sociais entre esses moradores e os habitantes do Leblon, ali do lado, e conta como está a Rocinha pós-UPP: parte do tráfico de drogas, principalmente aquele feito nas partes mais remotas, continua vivo e, passado o primeiro mês de ocupação quando muitos serviços como telefonia, coleta de lixo e energia elétrica chegaram no lugar, logo depois, segundo moradores, foram embora. O clima entre os moradores é de desilusão, e Marcos Rodrigo receia que as pessoas prefiram a volta do tráfico, onde pelo menos existia dinheiro sendo movimentado na favela.

Segundo a reportagem, o governo apoia muito mais projetos voltados para turistas do que para a população carente. O bonde que prevê levar turistas até o topo da favela, orçado em muitos milhões, é um desses projetos. Além disso, a suposta valorização da favela deixa os alugueis do lugar cada vez mais caros. Os moradores também acham difícil acreditar numa permanência das unidades de pacificação. A única esperança, porém, é uma lei recentemente aprovada pelo Congresso que obriga as UPPs a ocuparem as favelas por 25 anos.

Leia a matéria completa no site da revista Smithsonian.

 

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