França confirma 4° caso de novo coronavírus: chinês está hospitalizado em 'estado grave' em Paris

Diretor-geral de Saúde na França afirmou que o turista precisa de 'cuidados contínuos' e teve de passar por uma 'reanimação'

Redação

RFI RFI

Paris (França)

Um quarto caso do novo coronavírus foi confirmado na terça-feira (28/01) na França. O turista chinês, da província de Hubei, tem cerca de 80 anos e está hospitalizado em estado grave em Paris.

O diretor-geral de Saúde na França, Jérôme Salomon, afirmou que o turista precisa de "cuidados contínuos" e teve de passar por uma "reanimação". As autoridades tentam identificar todas as pessoas com quem o paciente teve contato, para tentar impedir a propagação do vírus.

Além dele, a França tem três outros casos do novo coronavírus: um casal de turistas chineses está hospitalizado em Paris e um cidadão francês de origem chinesa recebe tratamento em Bordeaux, no sudoeste. Todos os três passam bem.


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Quase seis mil casos na China

O número de infecções pelo novo coronavírus na China já ultrapassou o da epidemia de Sars, a Síndrome Respiratória Aguda Grave. Segundo dados oficiais, 5.974 casos da doença foram confirmados até quarta-feira (29/01), 1.400 a mais que no dia anterior. O vírus de fácil contágio já matou 132 pessoas no país. Em 2003, a Sars atingiu 5.327 pessoas na China, deixando ao todo 349 mortos.

Várias companhias aéreas anunciaram o cancelamento de voos para a China. A British Airways, a primeira a tomar a decisão, afirma que a medida passa a valer a partir desta quarta-feira. Outras empresas, como a Lion Air, a Myanmar National Airlines, a United Airlines e Cathay Pacific, entre outras, suspenderam os trajetos para a China a partir de 1° de fevereiro.

Reprodução
Diretor-geral de Saúde na França afirmou que o turista precisa de 'cuidados contínuos' e teve de passar por uma 'reanimação'

Vários países trabalham para repatriar seus cidadãos na região de Wuhan, epicentro das contaminações. Os primeiros franceses devem voltar ao país na sexta-feira (31/01). Roma também afirmou que enviará um avião na quinta-feira (30/01) para buscar os cidadãos italianos no local. Tóquio anunciou que 206 japoneses que estavam em Wuhan já voltaram para casa, entre eles, quatro suspeitos de terem sido contaminados pelo novo coronavírus. Londres afirmou que todos os cidadãos repatriados da China passarão 14 dias isolados e sob observação.

A Austrália anunciou nesta quarta-feira que a seleção feminina chinesa de futebol foi colocada em quarentena em um hotel de Brisbane em sua chegada à Austrália para uma partida das eliminatórias dos Jogos Olímpicos. Segundo as autoridades australianas, trata-se de uma medida de precaução já que nenhuma das jogadoras apresenta sintomas da doença.

Marine Le Pen faz pedido polêmico

A líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, pediu para que o governo "reflita sobre uma suspensão de todos os voos vindo das regiões mais afetadas na China" pelo novo coronavírus. Até o momento, a França suspendeu apenas os voos diretos de Wuhan; outros cerca de 60 voos semanais continuam fazendo trajetos entre localidades chinesas e o aeroporto Charles de Gaulle, na região parisiense.

Já o presidente do partido ultraconservador francês Debout La France, Nicolas Dupont-Aignan, pediu que o governo reforce as medidas para evitar a propagação do novo coronavírus no país. Em um comunicado, ele reivindica que sejam realizadas medições de temperaturas dos passageiros, o controle de todas as fronteiras nacionais, além do confinamento durante 14 dias de todas as pessoas que estiveram na China recentemente.

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