Quinta-feira, 5 de março de 2026
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As autoridades de saúde chinesas detectaram uma nova variante do vírus da varíola dos macacos, identificada como clado Ib. O doente é um estrangeiro que viajou para a República Democrática do Congo (RDC).

Outros quatro casos de contaminação, de pessoas que tiveram contato próximo com esse paciente, foram identificados.

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Segundo as autoridades de saúde chinesas, as pessoas contaminadas apresentam sintomas leves, como erupções cutâneas, bolhas, febre e cansaço. Embora geralmente seja benigno, o vírus pode ser fatal em alguns casos.

A cepa recém-identificada, chamada clado Ib, parece se espalhar mais facilmente, inclusive por contato sexual. Após a detecção da nova variante, as autoridades chinesas estão reforçando a vigilância nas fronteiras, tanto para pessoas como para mercadorias, principalmente oriundas de áreas de risco. Declarações de saúde e testes serão exigidos a viajantes sintomáticos ou que foram expostos ao vírus.

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A China classificou a varíola dos macacos como uma doença infecciosa de categoria “B”, que permite a adoção de medidas de emergência. Entre elas, restrições de reuniões públicas, fechamento de áreas afetadas, para evitar novas transmissões, e interrupção de aulas nas escolas.

Caso de clado 1b é detectado na França

Nesta terça-feira (08/01), em Rennes, no norte da França, foi detectada a primeira contaminação de uma outra variante da varíola dos macacos no país. Segundo o ministro da Saúde francês, Yannick Neuder, o paciente contaminado pela varíola dos macacos do clado 1b é um “caso esporádico” e foi atendido no Hospital Universitário de Rennes.

Ele “não apresenta sintomas graves”, disse Neuder à imprensa. O paciente “não viajou para a África Central”, mas “mesmo assim esteve em contato com duas pessoas que retornavam da África Central”, disse o Ministério em um comunicado na noite de segunda-feira (06/01).

Este não é o clado clássico 1, presente há décadas na África, mas uma outra variante, o clado 1b, recentemente identificado na República Democrática do Congo (RDC). Segundo Neuder, este seria o “quarto ou quinto caso na Europa, incluindo o Reino Unido” desta nova variante. Já o clado 2 afeta “cerca de 200 casos na França”. O clado é um grupo de vírus da Mpox com a mesma sequência de genes e uma variante é uma cepa em particular.

vírus mpox

NIAID / Wikimedia Commons
Embora geralmente seja benigno, o vírus pode ser fatal em alguns casos

Casos assintomáticos?

Identificada pela primeira vez na República Democrática do Congo (RDC) em 1970, a doença há muito tempo ficou restrita a uma dezena de países africanos. Mas, em 2022, começou a se espalhar para o resto do mundo, especialmente países desenvolvidos, onde o vírus nunca havia circulado. Em agosto de 2024, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a Mpox como “emergência de saúde pública global”.

Segundo o pesquisador Olivier Schwartz, do Instituto Pasteur, é possível que pessoas vacinadas contra a varíola desenvolvam formas extremamente leves da doença, quase assintomáticas, e possam ser contagiosas, mas essa hipótese deve ser confirmada por estudos comparativos de carga viral.

Os sintomas observados até agora em todas as variantes aparecem entre 3 e 21 dias após a contaminação e incluem, além das erupções cutâneas, febre alta, dor de cabeça e cansaço.

Vacinação

Segundo dados do Ministério da Saúde francês, o uso de vacinas é recomendado pela Autoridade Nacional de Saúde Francesa (HAS). Existem imunizantes contra a varíola de primeira, segunda e terceira geração.

As vacinas de 3ª geração, Imvanex e Jynneos, são usadas desde 2022 na França. Os imunizantes são produzidos na Dinamarca pela empresa Bavarian Nordic e feitas com vírus vivos atenuados.