Museu do Louvre 'clona' estátuas de Michelangelo

Clones devem ficar prontos já em setembro deste ano, para um evento no Museu de Bagdá, no Iraque

Redação

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Estátuas em mármore de Michelangelo, os escravos "Rebelde" e "Moribundo", estão sendo clonadas no Museu do Louvre, em Paris, para que possam ser transportadas sem riscos para outras mostras e exibições. Nos últimos dias, especialistas começaram a captar cada linha e curva das esculturas através de um scanner de raio laser.

O objetivo da operação é "clonar", ou seja, reproduzir cópias, que possam viajar pelos vários museus do mundo. Os clones devem ficar prontos já em setembro deste ano, para um evento no Museu de Bagdá, no Iraque.

Segundo o jornal francês Le Figaro, os pesquisadores utilizam instrumentos como o Artec, um aparelho que custa 20 mil euros e se assemelha a um ferro de passar lampejante. Mas, na verdade, é um revelador de imagens em altíssimas qualidade e definição, capaz de capturar de 600 a 1.000 fotos por posição.

O público do museu tem ficado curioso com os feixes de luz refletores sobre as estátuas, que têm sido digitalizadas pela Reunião dos Museus Nacionais (RMN). Esse processo permite que os dados recolhidos sejam tratados por softwares especiais que calculam o posicionamento de milhares de pontos por cada angulação. Depois, as estátuas são "clonadas" através de reprodução 3D com uma impressora a laser. 

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