Ucrânia anuncia criação de 'corredor seguro' para facilitar turismo em Chernobyl

Governo ucraniano ainda afirmou que suspenderá proibição de fotografar e gravar vídeos no local; região será 'um dos símbolos da nova Ucrânia'; disse presidente

O presidente da Ucrânia anunciou nesta quarta-feira (10/07) a implementação de um "corredor verde" - uma passagem segura e autorizada - para facilitar a circulação de turistas em Chernobyl, local onde ocorreu um dos maiores acidentes nucleares do mundo.

Junto com a proposta turística, o governo disse que suspenderá a proibição de fotografar e gravar vídeos no local. "Hoje assinei um decreto que será o início da transformação da zona de exclusão [área isolada] em um dos pontos de crescimento da nova Ucrânia", disse o presidente ucraniano.

Segundo Zelensky, "nós criaremos um corredor 'verde' para turistas e vamos remover os pré-requisitos que incentivam corrupção; não haverá mais longas filas no ponto de entrada e proibições repentinas que as pessoas apenas ficam sabendo quando chegam no local".

O mandatário também prometeu investimentos na região para transformar Chernobyl em "um dos símbolos da nova Ucrânia". "Iremos finalmente parar de amedrontar as pessoas, os visitantes, e faremos da zona da exclusão um pólo científico e turístico do futuro. Nós transformaremos a região em uma terra da liberdade, que se tornará um dos símbolos da nova Ucrânia - sem corrupção, sem leis estúpidas, mas com investimentos no futuro", disse.

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Região será 'um dos símbolos da nova Ucrânia'; disse presidente

História

O acidente da Usina Nuclear de Chernobyl, localizada perto da cidade ucraniana de Pripyat, ocorreu em abril de 1986. À época, uma grande quantidade de material radioativo foi liberada na atmosfera após o acidente durante um teste de segurança no Reator 4.

A radioatividade chegou à Europa Oriental, às nações escandinavas, assim como à Suíça e à Áustria. O desastre levou ao aumento das taxas de câncer entre crianças e adultos, assim como a defeitos congênitos.

Logo após o desastre, a União Soviética estabeleceu uma zona de exclusão sobre uma área de cerca de 1,6 mil km². Mesmo agora, 33 anos depois, a zona continua sendo uma região contaminada.

*Com Sputnik

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