Professores chilenos decidem manter greve que dura um mês e meio

Organização sindical dos docentes votaram para continuar a paralisação por tempo indefinido, e não aceitaram as propostas realizadas pelo Ministério da Educação

Os professores das escolas da rede pública do Chile decidiram nesta quinta-feira (11/07) manter a greve que já dura mais de 30 dias e reivindica melhorias na educação do país.

50,36% dos votos aceitaram dar continuidade à paralisação, enquanto a opção que determinava dar fim à greve e lutar por pontos inconclusos, obteve 49,64%. Os professores iniciaram a votação nesta quarta-feira (10/07), porém os resultados foram divulgados apenas nesta quinta.

A ministra da Educação, Marcela Cubillos, propôs seguridade pessoal aos docentes, melhores condições aos professores de educação especial, compromisso com a educação pública, educação física e história na grade curricular das escolas, entre outras.

"Se os professores manifestaram seu rechaço nestas porcentagens, é porquê há assuntos pendentes que nos preocupam, que nos interessam e que são importantes para a educação chilena", afirmou Mario Aguilar, presidente da organização. 

Aguilar ainda disse que está mantida a "disposição" dos professores para dialogar com o governo do Chile, pois estão interessados resolver o "conflito".

Colegiado de Profesores
Professores continuam a greve por tempo indeterminado

Greve 

A greve dos docentes começou em três de junho, quando o colegiado decidiu paralisar as atividades nas salas de aulas em resposta ao desconhecimento do poder público nos avanços da categoria e ao rechaço às propostas dos professores. 

Segundo Aguilar, os professores não estão pedindo reajuste salarial, mas sim melhorias no setor educacional.

"Há escolas com pragas de camundongos, onde o material didático ainda não chega. A Diretoria Nacional de Educação Pública não tem diretor desde novembro", disse o presidente da organização.

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