Em Maurício, Papa critica exclusão social e pede acolhimento

Pontífice se reuniu com autoridades e defendeu a construção de uma 'comunhão efetiva dentro da família humana, sem a necessidade de marginalizar, excluir ou reprimir'

Redação

ANSA ANSA

São Paulo (Brasil)

O papa Francisco visitou nesta segunda-feira (09/09) o arquipélago de Maurício, terceira etapa de sua viagem pela África. Após discursar em defesa da paz em Moçambique, país flagelado por décadas de guerra civil, e criticar o desmatamento excessivo em Madagascar, nação que enfrenta onda de queimadas, o líder católico celebrou uma missa para 100 mil pessoas em Port Louis, capital e maior cidade de Maurício.

Em sua homilia, Jorge Bergoglio fez um forte discurso contra a exclusão social dos jovens e voltou a cobrar a criação de modelos de crescimento que englobem todos.

"Como é duro constatar que, apesar do crescimento econômico que seu país teve nas últimas décadas, os jovens são os que mais sofrem, os que mais sentem o desemprego, que não apenas provoca um futuro incerto, mas também tira deles a possibilidade de serem protagonistas de sua história comum", disse o Papa.

Ao fim da missa, Francisco ganhou diversos presentes, inclusive um boné e uma camisa de seu time de coração, o San Lorenzo de Almagro. Mais tarde, o Pontífice se reuniu com autoridades e defendeu a construção de uma "comunhão efetiva dentro da família humana, sem a necessidade de marginalizar, excluir ou reprimir".

Pixabay
Pontífice se reuniu com autoridades e defendeu a construção de uma 'comunhão efetiva dentro da família humana'

"Estou feliz, graças a esse breve visita, em poder encontrar um povo caracterizado não apenas por um rosto multiforme no plano cultural, étnico e religioso, mas sobretudo pela beleza que deriva de sua capacidade de reconhecer, respeitar e harmonizar as diferenças em função de um projeto comum", declarou.

O país insular conta com numerosas comunidades islâmica, cristã e hindu, que vivem pacificamente em uma sociedade multiétnica e democrática. Francisco ainda pediu para Maurício manter as portas abertas aos migrantes que buscam emprego e uma vida melhor em seu território.

"Encorajo-os, na fidelidade às suas raízes, a aceitarem o desafio do acolhimento e da proteção dos migrantes que hoje chegam aqui para encontrar trabalho", disse o Papa às autoridades. Francisco ficou apenas algumas horas em Maurício e já retornou para Antananarivo, capital de Madagascar, de onde embarcará para Roma nesta terça-feira (10/09).

Comentários

Leia Também