Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O regulador de segurança online da Austrália ordenou nesta quarta-feira (22/04) a grandes plataformas de jogos online, incluindo Roblox, Minecraft, Fortnite e Steam, que expliquem como estão protegendo crianças de predadores sexuais e contra a radicalização na internet.

A Comissão eSafety comunicou ter solicitado detalhes sobre sistemas de segurança, equipes e práticas de moderação, e as empresas que não cumprirem as notificações podem enfrentar multas e ações civis.

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Populares entre jovens australianos

A comissária da eSafety Julie Inman Grant afirmou que os jogos online se tornaram espaços de socialização para os jovens e que nove em cada dez australianos entre 8 e 17 anos joga online, o que os torna alvos frequentes de adultos com intenções criminosas ou de grupos extremistas que buscam disseminar propaganda violenta.

Ela alertou que predadores usam plataformas de games para fazer contato com crianças e depois se comunicar com elas por meio de chats de mensagens.

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Grant também alertou para casos documentados em que conteúdo terrorista ou violento foi recriado nessas plataformas, incluindo simulações de ataques, recriações de episódios históricos sensíveis ou a disseminação de ideologias radicais por meio da dinâmica dos jogos.

Proibição de redes sociais

A Austrália está intensificando os esforços para conter danos online a menores de idade e proibiu, em dezembro de 2025, o acesso de menores de 16 anos às principais plataformas de redes sociais.

No entanto, o órgão de fiscalização de segurança online constatou que, três meses após a proibição, uma “proporção substancial de crianças australianas” ainda estava navegando nas plataformas proibidas.

Nos Estados Unidos, o Roblox enfrenta mais de 140 ações judiciais soba a acusação de não conseguir impedir a exploração sexual de crianças. Nesta terça-feira, o Roblox concordou com acordos com os estados do Alabama e da Virgínia Ocidental por mais de 23 milhões de dólares. Há uma semana, a empresa anunciou contas personalizadas para usuários mais jovens.

as (AFP, Reuters, Efe)