Quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
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Em cerimônia realizada neste sábado (13/12), no Vaticano, o papa Leão 14 defendeu a “valorização da diplomacia”, descrita por ele como “o ofício de homens e mulheres de diálogo”, como ferramenta principal para “preservar e promover a paz” em um cenário global com vários conflitos bélicos vigentes.

Ao recordar o discurso histórico do papa Paulo 6, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em outubro de 1965, Leão 14 enfatizou: “basta de guerras!”.

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“A paz deve guiar o destino dos povos e de toda a humanidade! A paz é o dever que une a humanidade em uma busca comum pela justiça”, completou o pontífice.

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Em outro momento, o papa ressaltou que “a paz é o bem definitivo e eterno, que exige leitura atenta dos sinais dos tempos, à luz do humanismo cristão que fundamenta a cultura italiana e europeia”.

“Em um contexto internacional marcado por abusos e conflitos, lembremos que o oposto do diálogo não é o silêncio, mas a ofensa. Enquanto o silêncio nos abre à escuta e acolhe a voz daqueles que nos precederam, a ofensa é um ataque verbal, uma guerra de palavras armada com mentiras, propaganda e hipocrisia”, alertou Leão 14.

A declaração do líder da Igreja Católica aconteceu durante a cerimônia do Jubileu da Diplomacia Italiana, e contou com a presença do vice-premiê italiano Antonio Tajani, que também ocupa o cargo de ministro das Relações Exteriores do país.

Leão 14 defendeu a ‘valorização da diplomacia’, descrita por ele como ‘o ofício de homens e mulheres de diálogo’
ACI Prensa

Oposto do diálogo

Em outro momento da cerimônia, o papa voltou a falar na importância das negociações de paz, com o argumento de que “o oposto do diálogo não é o silêncio, mas a ofensa”, e acrescentando que “quem sabe o que dizer não precisa de muitas palavras, mas das certas”.

“Pratiquemos, portanto, o compartilhamento de palavras que façam o bem, a escolha de palavras que construam entendimento, o testemunho de palavras que corrijam erros e perdoem ofensas. Quem se cansa do diálogo se cansa de esperar pela paz”, completou o pontífice.

Por fim, o líder da Igreja Católica apelou por perseverança nas negociações e acordos.

“Não se cansem de fazer acordos sem voltar atrás”, disse, destacando que “a esperança é essencial à missão diplomática, a autêntica missão diplomática, que se distingue pela busca sincera da reconciliação”.

Com informações de ANSA.