Terça-feira, 3 de março de 2026
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O sociólogo James Petras faleceu em 17 de janeiro, aos 89 anos, em Seattle. A informação foi publicada apenas nesta semana pelos familiares do acadêmico, uma das grandes vozes de sua geração contra o imperialismo dos Estados Unidos e as desigualdades sociais.

A nota informa que Petras “faleceu pacificamente em 17 de janeiro de 2026 em Seattle, Washington, cercado por sua família. “Acadêmico e ativista prolífico, ele dedicou sua vida a desafiar o poder, o imperialismo e a desigualdade”, diz o texto.

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Especialista em política latino-americana, Petras analisou o impacto do neoliberalismo, do capital transnacional e da política externa dos Estados Unidos na região e em todo o globo. Ele era professor emérito de Sociologia na Universidade de Binghamton e também atuou na Universidade de Saint Mary, em Halifax, no Canadá.

Nascido em 1937, em Massachusetts, os pais de Petras eram trabalhadores e imigrantes gregos. Ele se formou na Universidade de Boston, obtendo doutorado na Universidade de Berkeley. Como destaca o obituário, “sua criação como imigrante grego da classe trabalhadora moldou sua dedicação ao longo da vida à luta contra a desigualdade de classes e as comunidades marginalizadas”.

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AteakIreki / Wikimedia Commons

“Voz inabalável na defesa da justiça social na América, Europa e Oriente Médio”, acrescenta o texto, seu trabalho “conectou salas de aula, a palavra escrita e as lutas de trabalhadores, camponeses e movimentos sociais”. Ao longo da vida, ele teve contato com grandes lideranças políticas como os presidentes Salvador Allende (Chile), Hugo Chávez (Venezuela) e Fidel Castro (Cuba); e o premiê grego Andrés Papandreou.

Sua presença na luta social também foi marcante. Durante a ditadura militar na América Latina, Petras atuou no Tribunal Bertrand Russell que julgou os crimes da repressão no continente. Ele também colaborou durante 11 anos com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Ele deixa um forte legado de mais de 60 livros, traduzidos em 29 idiomas, sobre o impacto do neoliberalismo, do capital transnacional e da política externa dos Estados Unidos, entre eles “Desmascarando a Globalização: Imperialismo no Século XXI” (2001) e “Império com Imperialismo” (2005).

Ao longo da carreira, ele recebeu vários prêmios, como o da Associação Americana de Sociologia. Também deixa milhares de artigos, entre os acadêmicos, publicados em revistas como a American Sociological Review e o Journal of Peasant Studies, e em vários veículos de comunicação.

Essa rica produção pode ser acessada em seu site.