Quarta-feira, 13 de maio de 2026
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O sociólogo Jessé Souza repudiou todas as formas de discriminação após ser alvo de uma notícia-crime enviada ao Ministério Público Federal (MPF), acusando-o de antissemitismo.

Jessé Souza reconheceu ter cometido um erro ao não diferenciar adequadamente os termos “lobby sionista” de “lobby judaico” em um vídeo sobre a relação do financista norte-americano e acusado de tráfico sexual Jeffrey Epstein com o sionismo. O escritor afirmou que removeu o vídeo ao perceber o engano.

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Em comunicado, Souza disse que não pretendeu acusar indivíduos ou comunidades religiosas, mas sim criticar uma “estrutura de poder”.

“Mantenho todo o resto. Epstein não é um caso isolado, mas sim um filho dileto do sionismo como ideologia racista e assassina. O lobby sionista na mídia e na indústria cultural realmente prostituiu a memória do Holocausto judaico para utilizá-lo como desculpa para todos os desmandos, genocídios e roubo de terras feitas por Israel”, disse.

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Ele também manifestou sua indignação frente ao “completo silenciamento” durante os dois anos de genocídio palestino perpetrado por Israel, que já vitimou mais de 70 mil na Faixa de Gaza.

A notícia-crime contra o sociólogo partiu do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) e por Renato Battista, coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), que o acusam de antissemitismo por supostamente incitar o preconceito contra o povo judeu, ultrapassando o âmbito da crítica política ao governo de Israel. A denúncia solicita que o MPF processe ou abra uma investigação criminal contra escritor.

Na denúncia, eles alegam que a declaração faz crer que o “escândalo foi promovido pelo Estado de Israel, com o objetivo de chantagear políticos e empresários que usaram os serviços criminosos de Epstein”.