Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O papa Leão 14 denunciou o “flagelo dos jogos de azar”, que afeta muitas famílias, e pediu nesta segunda-feira (29/12)  para os prefeitos italianos promoverem a “paz social” em suas comunidades.

A declaração foi dada durante encontro com os representantes da Associação Nacional dos Municípios Italianos (ANCI), no Palácio Apostólico. O cardeal Matteo Zuppi, presidente da Conferência Espicopal do país, também esteve presente.

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O pontífice norte-americano, relatou sua preocupação com as cidades que sofrem com formas de marginalização, violência e solidão que precisam ser enfrentadas. “Gostaria de chamar a atenção, em particular, para o flagelo dos jogos de azar, que arruínam muitas famílias. As estatísticas mostram um aumento acentuado dos jogos de azar na Itália nos últimos anos”, afirmou Leão 14.

No decorrer do discurso, o líder da Igreja Católica citou um relatório da Cáritas Italiana sobre a pobreza e a exclusão social, alertando que se está perante “um grave problema educativo, de saúde mental e de confiança social”.

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Além disso, Leão 14 elencou os desafios que afetam as cidades contemporâneas, observando que a política é “chamada a tecer relações automaticamente humanas entre os cidadãos, promovendo a paz social”.

“Não podemos esquecer também outras formas de solidão que afetam muitas pessoas: transtornos mentais, depressões, pobreza cultural e espiritual, abandono social. São sinais que indicam o quanto há necessidade de esperança”, indicou o religioso.

Leão XIV pediu paz social para os prefeitos italianos
Vatican Media

Em seguida, o pontífice destacou a crise demográfica e as dificuldades das famílias e dos jovens, da solidão dos idosos e do grito silencioso dos pobres, da poluição do meio ambiente e dos conflitos sociais, que são realidades que não os deixam indiferentes.

Além disso, o Papa Leão 14 destacou que o verdadeiro poder se manifesta através da responsabilidade e do serviço aos outros.

“O aspecto mais autêntico de todo poder é, acima de tudo, a responsabilidade e o serviço”, disse ele, sublinhando a importância da humildade, da honestidade e da partilha na gestão pública.

No decorrer do discurso, Leão 14 recordou aos gestores municipais a necessidade de ouvir a população, especialmente as famílias e os mais vulneráveis. “Ao procurarem dar respostas, o senhor sabe bem que as nossas cidades não são lugares anônimos, mas rostos e histórias a serem preservados como tesouros preciosos”, afirmou.

(*) Com ANSA.