Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, rejeitou nesta segunda-feira (15/12) a relação estabelecida pelo premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, dos ataques antissemitas ocorridos no último domingo (14/12) e o reconhecimento do Estado da Palestina.

O governo australiano afirmou não haver qualquer vínculo entre o reconhecimento do Estado da Palestina e o atentado que deixou 15 mortos e 40 feridos durante uma celebração judaica em Bondi Beach, no subúrbio de Sydney.

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Após a tragédia, Netanyahu afirmou que a decisão da Austrália de reconhecer a Palestina como Estado soberano, anunciada no início deste ano, teria “jogado combustível” sobre um suposto “fogo antissemita”.

Em entrevista à emissora pública Australian Broadcasting Corporation (ABC), Albanese disse que a política externa de Canberra está alinhada com uma posição amplamente adotada pela comunidade internacional. “E, de forma esmagadora, a maior parte do mundo reconhece a solução de dois Estados como o caminho a seguir no Oriente Médio”, afirmou.

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“Estas foram 24 horas extraordinariamente traumáticas. Meu trabalho é dar apoio à comunidade judaica e deixar claro que os australianos, em sua grande maioria, estão ao lado da comunidade judaica neste momento difícil”, complementou.

Albanese negou qualquer vínculo entre ataques e reconhecimento do Estado palestino levantado por Netanyahu
Reprodução @albomp / X

A Austrália formalizou o reconhecimento do Estado da Palestina em setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, juntando-se a diversos países que adotaram a medida em meio ao crescente questionamento internacional sobre a ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza.

O premiê australiano também rechaçou discursos que tentam vincular o massacre à imigração muçulmana, destacando que, durante o ataque, um homem muçulmano conseguiu derrubar um dos agressores e desarmá-lo. A ação foi considerada decisiva para evitar um número ainda maior de vítimas.