Terça-feira, 3 de março de 2026
APOIE
Menu


Terminaram nesta segunda-feira (02/01) as comemorações do aniversário da Revolução cubana — primeiro sem o comandante e ex-presidente, Fidel Castro, —, com um desfile militar e uma marcha popular em Havana, que também celebraram o 60º aniversário do desembarque do iate Granma na ilha.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O desfile militar ocorreu na Praça da Revolução José Martí às 7 horas (do horário local). Nele, foram realizadas homenagens aos heróis e mártires da Revolução e aos expedicionários do iate Granma. A parada também contou com uma réplica do iate.

Mais lidas

Agência Efe

Para desfile militar, foi feita réplicado iate Granma para comemorar os 60 anos de seu desembarque na ilha caribenha

A cúpula do governo da ilha, incluindo o presidente Raúl Castro, e representantes de seus principais órgãos, bem como do corpo diplomático credenciado no país, compareceram à parada, onde também foram vistos Dalia Soto del Valle, a viúva de Fidel Castro, e alguns de seus filhos.

Entre os convidados, estavam também o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), Timochenko, e o número 2 da guerrilha e chefe negociador no processo de paz desenvolvido em Havana durante os últimos quatro anos, Luciano Marín, conhecido como Ivan Márquez.

Agência Efe

O comandante das FARC, Timochenko Jimenez, foi um dos convidados para as comemorações desta segunda

Também foi celebrado 60º aniversário do desembarque do iate Granma na ilha; população segurava faixas e cartazes com os dizeres 'Eu sou Fidel', 'Todos somos Fidel'; veja fotos

NULL

NULL

A única pessoa a discursar durante a cerimônia foi a presidente da Federação Estudantil Universitária e membro do Conselho de Estado, Jennifer Bello. Raúl Castro não se pronunciou.

Agência Efe

A única pessoa a discursar foi a presidente da Federação Estudantil Universitária, Jennifer Bello (esq), nem o presidente Castro discursou

Citando o mandatário, porém, Bello disse que Cuba “não vai renunciar nenhum de seus princípios”, e que a juventude do país dará continuidade às “lutas e vitórias” do povo cubano.

“O que acontecerá nesta manhã só é possível quando existe um povo unido, máxima expressão de contar com uma revolução de operários, camponeses, estudantes, soldados, homens e mulheres dignos que vivem orgulhosos desta sociedade”, afirmou Bello.

Marcha do povo

Às 8h (horário local), se iniciou a Marcha do Povo Combatente em comemoração do aniversário do desembarque do iate Granma, da Revolução e em homenagem ao comandante Fidel Castro, que morreu em novembro.

Agência Efe

Manifestantes gritavam e seguravam faixas com os dizeres “Eu Sou Fidel”, “Todos Somos Fidel”

Segurando faixas escritas “Somos Fidel” e portando fotografias do comandante, os manifestantes — majoritariamente trabalhadores e estudantes — gritavam “Eu sou Fidel”, “Todos Somos Fidel”, “Fidel é um povo”, “Viva Fidel” e “Raúl, amigo, o povo está contigo”.

Agência Efe

Pessoas seguravam faixa escrito “Somos Fidel” durante Marcha do Povo Combatente

O desfile estava programado inicialmente para o dia 2 de dezembro, mas foi adiado por causa da morte de Fidel Castro em 25 de novembro de 2016, quando foram decretados nove dias de luto nacional.