Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Em comunicado difundido nesta segunda-feira (15/12), o governo da Venezuela expressou seu repúdio ao atentado terrorista realizado no dia anterior contra um evento da comunidade judia da Austrália, no qual ao menos 12 pessoas morreram e 29 terminaram feridas.

Segundo a declaração oficial emitida por Caracas o país “condena de forma veemente todas as formas de violência contra civis”.

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O comunicado, divulgado pelo chanceler, Yván Gil, ressalta a solidariedade da Venezuela com as vítimas e reafirma seu compromisso com a paz, o respeito mútuo entre as culturas e a erradicação de todas as expressões de ódio e terrorismo.

Em outro momento da nota, o governo venezuelano ressalta que “atos de ódio, intolerância e terrorismo constituem graves violações dos princípios do direito internacional e dos valores fundamentais da humanidade”.

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Contexto

O ataque terrorista na Austrália foi perpetrado durante um evento da comunidade judia realizado na praia de Bondi, em Sydney, que celebrava o Hanucá (também conhecido como Festival das Luzes). Os autores foram dois homens armados (um pai de 50 anos e seu filho de 24), que abriram fogo durante o culto.

Segundo as autoridades australianas, o episódio está sendo tratado pela polícia como um “ataque terrorista direcionado” à comunidade judia local.

Entre os mortos está um dos autores do atentado (o pai), que foi morto pela polícia; o segundo (o filho) foi capturado por um transeunte muçulmano residente na Austrália que arriscou sua vida para desarmá-lo e rendê-lo – no momento, ele se encontra hospitalizado sob custódia policial.

Reações de outros países latinos

Além da Venezuela, outros governos da América Latina condenaram o atentado à comunidade judia da Austrália.

No domingo (14/12), o governo de Cuba publicou um comunicado em suas redes sociais, assinado pelo chanceler Bruno Rodríguez Parrilla, ressaltando sua “posição firme e inabalável contra qualquer manifestação de terrorismo”.

“Expressamos nossas condolências ao governo e ao povo da Austrália pelas vítimas, especialmente às famílias e entes queridos dos falecidos”, escreveu Rodríguez Parrilla.

No Brasil, o Itamaraty soltou uma nota dizendo que “tomou conhecimento, com consternação, do atentado ocorrido em Sydney, na Austrália”, e que “expressa solidariedade às famílias das vítimas, às pessoas feridas e a todos os demais afetados, bem como ao povo e ao Governo australianos”.

“O Brasil reafirma seu enérgico repúdio a todo ato de terrorismo e a quaisquer manifestações de antissemitismo, ódio e intolerância religiosa”, adicionou Brasília.

Por sua vez, o Chile expressou, em comunicado difundido também no domingo, seu “profundo pesar pelo ataque perpetrado em Sydney durante as celebrações de Hanicá”.

“O Chile estende suas sinceras condolências ao governo e ao povo da Austrália e envia suas condolências às famílias das vítimas, bem como sua solidariedade aos feridos e a todos os afetados. Expressa também sua solidariedade à comunidade judaica, tanto na Austrália quanto em todo o mundo”, acrescenta.

O governo do presidente Gabriel Boric também classificou o caso como “um ato injustificado de violência, que deve ser rechaçado, como todas as formas de extremismo e expressões de ódio”.

Já o Ministério das Relações Exteriores do México classificou o episódio como um “ato de antissemitismo e a violência” e manifestou “nossa firme e inabalável condenação a todas as formas de violência”.

Ademais, as autoridades mexicanas expressão suas “mais profundas condolências às famílias afetadas e ao povo da Austrália”.

Com informações de TeleSur.