Escolas para indígenas no Canadá

Uma história de violência

Em maio de 2021, covas não identificadas
de 215 crianças foram encontradas em uma antiga escola residencial em Kamloops, na província da Colúmbia Britânica.

O caso chocou o país, precedendo uma
série de novas descobertas em diversas outras regiões do território canadense.

Restos mortais de
ao menos 1.300
crianças indígenas
foram encontrados
até o momento.

Criado nos anos 1870, o sistema de escolas residenciais para
crianças indígenas foi
uma política estabelecida entre a Igreja Católica e
o governo colonial.

O projeto se
 estendeu até 1990.

A estimativa é que cerca de seis mil crianças indígenas morreram nas escolas residenciais do Canadá.

Diversos abusos contra os alunos, como  físicos, psicológicos,
e até sexuais, são frequentemente relacionados
a estes locais.

Com 12 anos fui laçado, amarrado
e levado para
a escola. 6 meses depois, descobri, para minha tristeza, que havia perdido meu nome e,
em troca, ganhei um em inglês

Relato de ex-aluno
de escola indígena

Muitas das crianças indígenas também morreram por
doenças trazidas
pelos colonizadores,
como a tuberculose.

Em 1969, o governo passou a assumir toda responsabilidade pelos internatos que ainda existiam, tirando-os das mãos da Igreja.

As escolas começavam
a perder influência conforme o movimento indígena se organizava
e reivindicava
respostas do governo canadense.

O último local do tipo foi encerrado apenas em 1996.

Em 2008, o então premiê
do Canadá, Stephen Harper, pediu desculpas oficiais a milhares
de indígenas que
sofreram abusos
e discriminação
durante anos.

Após a descoberta das ossadas, o governo de Justin Trudeau anunciou um auxílio para auxiliar as comunidades indígenas na busca de mais covas.

Reflexo da colonização,
as reservas indígenas
no Canadá continuam enfrentando dificuldades ainda hoje, com altas taxas de pobreza
e desemprego.

Desenvolvido por:
Camila Araujo

Fotos: domínio público, Flickr, Wikimedia Commons

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