A MONJA QUE  PRIMEIRO DESCREVEU O ORGASMO FEMININO 

Hildegarda de Bingen

Hildegarda de Bingen (1098-1179) foi muita coisa: pintora, poeta, compositora, cientista, doutora, monja, filósofa, mística, naturalista, profeta.


E, talvez,

a primeira sexóloga
da história.

Hildegarda foi criada no mosteiro de Disibodenberg, na Alemanha. Começou a ter visões aos 3 anos, mas só com 40 passou a escutar uma voz que lhe dizia: 

"escreva e desenhe tudo o que você
vê e ouve"

E virou conselheira do clero, algo impensável para uma mulher.

Também escreveu sobre remédios naturais, medicina e teologia. 

Assustada com as visões e previsões, convenceu
o papa a deixá-la
registrá-las.

Hildegarda falava sem medo sobre sexo. Foi a primeira a garantir que prazer era coisa de dois e que mulheres também sentiam.

A 1ª descrição do orgasmo feminino do ponto de vista da mulher foi dela.

Quando a mulher se une ao homem, o calor cerebral dela faz com que ela saboreie o prazer da união. O órgão sexual se contrai e os membros que durante a menstruação estão prontos para abrir se fecham

Como protofeminista, Hildegarda tinha uma imagem muito própria de Eva e do pecado original. Para ela, o único culpado foi Satanás, invejoso da capacidade da mulher de gerar vida.

E tem mais: Hildegarda inventou um idioma, que é considerada a primeira língua artificial; é tida como a pioneira da ópera; e foi a primeira a ter acesso aos pecados alheios por meio da confissão.

Por outro lado, ela defendeu a cerveja, em detrimento da… água:

Engorda as carnes e proporciona ao homem uma cor saudável no rosto. Já a água debilita o homem e, se está doente, pode causar malignidade

Ela se tornou um ícone: o compositor Devendra Banhart dedicou a Hildegarda o tema Für Hildegard von Bingen.





Já o escritor Ken Follet reconheceu que a monja inspirou a protagonista de Mundo Sem Fim.

Em 2009, a diretora Margarethe von Trotta filmou a biografia da monja. O filme se chama Visão - Sobre a Vida de Hildegard von Bingen

Desenvolvimento:
Rafael Targino

Texto original:
Virginia Mendoza/Yorokobu

Tradução:
Maria Teresa de Sousa

Fotos:
Wikimedia Commons

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