Sexta-feira, 4 de setembro de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi processado por vender um serviço de assinatura de até US$ 100 mil (aproximadamente R$ 520 mil) por mês pelo acesso antecipado às suas publicações na plataforma Truth Social, de acordo com uma reportagem publicada pela agência Bloomberg.

A organização de notícias The Intercept e a entidade de voltada à defesa da liberdade de imprensa Freedom of the Press Foundation (FPF) entraram nesta quarta-feira (12/08) com uma ação na Justiça de Nova York contra o republicano, dois de seus assessores e o gabinete executivo da Casa Branca.

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De acordo com os autores do processo, o serviço permitiria que clientes obtivessem informações oficiais capazes de afetar os mercados antes do público, uma vez que o mandatário norte-americano tem um histórico de usar a rede para divulgar declarações, incluindo sobre tarifas e a guerra contra o Irã, que provocam oscilações nos preços das ações e do petróleo.

O processo tem como alvo a “Truth API”, um feed de dados pago que foi lançado em 1º de agosto pelo Trump Media & Technology Group (TMTG), a empresa por trás da rede Truth Social. Denunciado pelas entidades como um arranjo “extraordinário, corrupto e inconstitucional”, o serviço oferta aos assinantes postagens das dez contas mais renomadas da plataforma “milissegundos” antes de sua divulgação ao público geral. Entre as contas, estão a de Trump, assim como a do vice-presidente JD Vance, a secretária de imprensa Karoline Leavitt, e outros altos funcionários.

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Donald Trump foi processado por vender um serviço de assinatura pelo acesso antecipado às suas publicações na plataforma Truth Social
The White House/Molly Riley

Na segunda-feira (10/08), a Trump Media revelou que já tinha mais de dez assinantes, supostamente incluindo veículos de notícias financeiras e empresas de negociação, e que estudava a possibilidade de licenciar os dados para mercados de previsão.

De acordo com o site norte-americano Axios, assinantes podem pagar US$ 100 mil (cerca de R$ 520 mil) por mês ou US$ 60 mil (cerca de R$ 310 mil) por mês para um compromisso de três anos.

Os autores do processo argumentam que o presidente norte-americano, o maior acionista da Trump Media, tem lucro pessoal vendendo acesso privilegiado à informação gerada em sua função oficial. Eles pedem, portanto, que o tribunal declare a medida ilegal e que proíba a gestão de confiar no Truth Social  como local exclusivo para anúncios oficiais enquanto libera acesso preferencial para clientes.

Até o momento, a Casa Branca e Trump não responderam imediatamente aos pedidos de comentário sobre o processo.