SALVADOR ALLENDE: SOCIALISMO DEMOCRÁTICO NA AMÉRICA LATINA

O golpe contra o presidente socialista chileno Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973, foi talvez a maior derrota democrática da América do Sul depois da derrubada de Goulart, no Brasil, em 1964.

Allende fazia uma das gestões mais progressistas da região até então. Procurou popularizar a economia e manteve a vida democrática, apesar da sabotagem
dos EUA.

Em 1961, divisões internas no Partido Socialista o levaram a enfrentar uma candidatura difícil ao Senado em Aconcágua e Valparaíso, tendo de enfrentar o comunista Jaime Barros. Ambos foram eleitos.

Em 1970, elegeu-se presidente pelo Partido Socialista, do qual era fundador. Afirmou que o socialismo chileno era "libertário, democrático e pluripartidário".

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Allende tentou combinar uma leitura marxista da vida social com um pensamento libertário, deixando discursos memoráveis e experiências positivas e negativas.

Para a eleição de 1970, Allende uniu a esquerda, mas não foi suficiente para resistir ao golpe de 11.set.1973, liderado por Pinochet, que havia sido indicado comandante do Exército dias antes.

Allende morreu no Palácio Presidencial de La Moneda, resistindo ao golpe militar. Enfrentou quase três anos de boicote econômico norte-americano e ações da CIA para derrubá-lo. 

Com o apoio de cubanos e soviéticos, Allende conseguiu, apesar de sabotagens e locautes, construir uma experiência de socialismo democrático que é referência para pensar a América Latina.

Desenvolvimento:
Rafael Targino

Texto original:
Haroldo Ceravolo Sereza

Fotos:
Wikicommons
Biblioteca Nacional do Chile

Ilustração do último slide:
Fernando Carvall

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