CÉLIA SÁNCHEZ: FLOR AUTÓCTONE DA REVOLUÇÃO

Celia Sánchez foi uma política, pesquisadora e arquivista cubana que participou ativamente do processo revolucionário em seu país, tendo se tornado Secretária da Presidência do Conselho de Ministros.

Nascida em 9 de maio de 1920, em Media Luna, atual Granma, Célia se mudou ainda jovem ao município de Pilón, sendo uma dos nove filhos de Manuel Sánchez e Acácia Manduley. 

Com seu pai,
que era médico rural, teve seus primeiros ensinamentos de política. Sendo sua assistente, compreendeu desde cedo os efeitos da pobreza sobre os pacientes.

Ingressou à juventude do Partido Ortodoxo ainda adolescente, onde conheceu Fidel Castro, então estudante de Direito, que fazia a defesa de ideias revolucionárias.

Assim como Fidel e Che Guevara, Célia foi uma figura central para o sucesso da Revolução Cubana, que derrubou o ditador Fulgencio Batista.

Embora não tenha participado do assalto ao Quartel Moncada, em 29 de julho de 1953, que ocorreu seis anos antes da revolução, participou ativamente de ações solidárias aos prisioneiros e familiares.

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Fundamental nos preparativos da expedição Granma e na luta guerrilheira em Sierra Maestra, foi importante elo entre montanha e planície, fornecendo remédios, alimentos e recrutando novos combatentes.

"Primeira mulher guerrilheira da Sierra Maestra”, já que nenhuma outra antes havia disparado uma arma, se juntado à guerrilha e muito menos feito parte do Estado-maior do exército rebelde.

Ao longo de sua atuação, a guerrilheira recebeu vários codinomes, como Norma e Aly. Atuou como memória viva deste processo, guardando documentos e discursos de Fidel.

Amiga íntima de Fidel, era a única que ousava criticá-lo.
Por defender a natureza e amar cuidar de flores, ele a denominou de "flor mais autóctone da revolução”.

Após a Revolução, Célia integrou o Comitê Central do Partido Comunista Cubano, fundado em 1965, que unificou o Movimento 26 de Julho e o Partido Socialista Popular.

Vítima de um câncer, a cubana morreu aos 60 anos no dia 11 de janeiro de 1980. Dez anos mais tarde, a casa em que nasceu se tornou o Museu Casa Natal de Célia Sánchez.

Desenvolvimento e Texto:
Camila Araujo


Fotos:
Wikicommons, Prensa Latina, Géledes, Granma, Cuba Solidarity

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