LOUISE MICHEL: REVOLUÇÃO E ANARQUIA 

Como uma das principais figuras dos movimentos populares franceses do século XIX, a revolucionária é conhecida por ser uma das “heroínas” da Comuna de Paris.

Michel nasce em 29 de maio de 1830, em Vroncourt-la-Côte, na França.

Criada por sua mãe e avós, aprende a ter sensibilidade pelos sofrimentos dos oprimidos. 

Em 1853, assume a posição de professora em Audincourt. 

Pouco depois, muda-se para Paris e passa a se dedicar à escrita, leitura e poesia, bem como às áreas do direito, física e química.

Observando a desigualdade social que acomete a cidade, expressa sua indignação por meio da poesia. 

...para arrastar os seus trapos em sangue e lama, como pré-determinada, uma raça má. Vós, a quem todos os homens são presas,fizeram deles o que são hoje.

Em julho de 1870, Louise é presa pela primeira vez ao insistir que um grupo voluntário para as vítimas da guerra Franco-Prussiana recebesse armas. 

Sendo libertada em setembro, torna-se presidente do Comitê de Vigilância das Mulheres de Montmartre, que luta para fornecer abrigo e comida aos mais necessitados.

Em dezembro do mesmo ano é presa pela segunda vez, acusada de organizar uma manifestação em frente ao prédio do governo municipal de Paris.

Em 1871, participa da Comuna de Paris, quando as massas populares tomam a capital francesa. 

Pela causa, Louise Michel luta tanto nas barricadas da revolução, quanto na área da educação.

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Louise é acusada por tentativas de derrubar o  governo, encorajar o armamento e de possuir armas e uniformes militares.

Após a queda da Comuna, é julgada em Versalhes.

Não quero defender-me. A Comuna queria mais do que tudo a revolução social [...]. Se me deixarem viver, nunca deixarei de chorar por vingança e vingarei os meus irmãos. Se não sois covardes, matem-me.

Condenada à deportação vitalícia, em 1873, a revolucionária vai para Nova Caledônia, na Oceania. 

Lá, se aproxima do anarquismo, conhece os povos Kanaks e apoia suas lutas contra a invasão francesa.

Após seis anos em exílio, passa a alimentar os ex-prisioneiros que vivem em péssimas condições após o regresso.

Louise é presa mais uma vez em 1872 pela falsa acusação de insultar policiais.

Envolvendo-se com o movimento anarquista, é condenada a seis anos de prisão após liderar procissões.

Ao conquistar a liberdade, é baleada enquanto discursa em uma de suas diversas viagens para promover o anarquismo.

Após uma vida dedicando-se a erradicar as injustiças sociais e à revolução, Louise Michel adoece gravemente, falecendo em 9 de Janeiro de 1905.

Desenvolvimento:
Duda Blumer

Texto Original:
Duda Blumer

Fotos: Flickr, Pixabay, Wikicommons

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