CANÇÃO DE PROTESTO
LATINO-AMERICANA

VICTOR JARA:

Artista e socialista, Victor Jara foi um cantor chileno torturado e morto pela ditadura militar de Augusto Pinochet, em 73.

Em 28 de setembro de 1932, nasce Jara, vivendo na comuna de Talagante, região metropolitana de Santiago.

Filho de camponeses, tem em sua mãe, Amanda Martínez, de origem mapuche, sua primeira referência da cultura popular.

É nos anos 50, morando na capital, que se aproxima da música e do teatro. Mais tarde, em 1957, Jara conhece a cantora Violeta Parra, que o encoraja a seguir na profissão.

À época, Jara era membro do Partido Comunista do Chile, integrando o Comitê Central das Juventudes Comunistas.

O artista participa da campanha eleitoral da Unidade Popular, em 1970, que elege Salvador Allende presidente, sendo nomeado embaixador cultural do governo de esquerda.

Além dos palcos, Jara ingressa no Departamento de Comunicações da Universidade Técnica do Estado, onde se torna professor. 

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Ao se instalar o regime militar no país, em 11 de setembro de 1973, o cantor é detido e conduzido ao então Estádio Nacional do Chile, hoje nomeado Estádio Victor Jara, onde é torturado por dias.

Jara é morto em 16 de setembro, e seu corpo, com 44 marcas de tiro e diversos ossos fraturados, abandonado em um matagal.

O corpo do artista foi sepultado no Cemitério Geral de Santiago do Chile.

Victor Jara deixou diversas canções ao longo da carreira, entre as mais conhecidas estão Te recuerdo Amanda, El derecho de vivir en paz e Manifiesto.

Texto e desenvolvimento: Camila Araujo

Fotos: Wikimedia Commons, Pixabay e

Ministerio de las Culturas, las Artes y el Patrimonio

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