Adolescentes israelenses são encontrados mortos; Netanyahu diz que Hamas "irá pagar"

Operação de busca dos três jovens deixou seis palestinos mortos e 560 detidos por soldados israelenses. Grupo islâmico não assumiu autoria do ato

O exército israelense anunciou, nesta segunda-feira (30/06), que os corpos dos três adolescentes que estavam desaparecidos há 18 dias foram encontrados próximo à cidade de Hebron. A operação de busca dos garotos deixou seis mortos e 560 detidos e é considerada a maior em uma década.

Agência Efe

Os três jovens são Eyal Yifrah, de 19 anos, Gilad Shaar, de 16, e Naftali Fraenkel, também 16 

Os adolescentes estavam desaparecidos desde o dia 12 de junho. Desde então, soldados israelenses iniciaram uma ampla busca na região para encontrar os garotos e os responsáveis pelo suposto sequestro.

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A procura pelos jovens já havia aumentado a tensão entre Israel e a Palestina devido às denúncias de abusos por parte dos soldados israelenses. Hoje, a situação se agravou com o anúncio feito pelo governo de Tel Aviv que toda a área da cidade de Hebron, na qual vivem cerca de 200 mil palestinos, está sob toque de recolher, com as estradas paralisadas e a presença de centenas de tropas no terreno, como informou a agência Efe.

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No fim da tarde de hoje houve enfrentamentos entre soldados israelenses e grupos de cidadãos em Halhul, no norte de Hebron, perto de onde os corpos foram encontrados. O exército israelense também voltou a realizar mandatos de busca nas casas de suspeitos de estarem envolvidos com o sumiço dos garotos.

Agência Efe

Soldados israelenses patrulham ruas de Hebron nesta segunda-feira (30/06)

De acordo com a agência palestina Ma’an, forças israelenses irão demolir a casa de dois suspeitos de terem participado do sequestro. Além disso, Israel anunciou a construção de 172 novas casas para colonos judeus na Jerusalém ocupada.

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Escalada da tensão

Embora o governo israelense tenha responsabilizado o Hamas pelo sequestro dos adolescentes, o grupo não assumiu, em nenhum momento, a autoria do ato. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o “Hamas é o responsável e o Hamas irá pagar” e afirmou que “vingança pelo sangue de crianças, Satanás ainda não criou”.

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Na mesma linha, o deputado israelense de defesa, Danny Danon, anunciou uma operação para “erradicar” o movimento islamita.

O porta-voz do Hamas em Gaza, Sami Abu Zuhri, por sua vez, garantiu que “se os ocupantes lançarem uma escalada ou uma guerra abrirão sobre si mesmos as portas do inferno” e questionou a versão israelense de que os jovens tenham sido sequestrados.

A operação "Guardião Fraternal"  lançada por Israel para encontrar os jovens matou, até o momento, seis pessoas — incluindo um adolescente de 15 anos — e deteve mais de 560 palestinos de forma arbitrária, como informou o blog progressista Mondoweiss.

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