França prepara pacote de medidas para reagir à crise econômica mundial

França prepara pacote de medidas para reagir à crise econômica mundial

Redação

Em reunião extraordinária de quase duas horas, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o primeiro-ministro do país, François Fillon, decidiram nesta quarta-feira (10/08) que serão adotadas medidas denominadas de definitivas para proteger a economia francesa dos efeitos da crise financeira internacional e reduzir o déficit público. As propostas ainda estão em fase de elaboração.

As medidas deverão ser incorporadas ao Orçamento Geral da França de 2012. A discussão está marcada para o próximo dia 17. Inicialmente, o governo francês assumiu o compromisso de reduzir o déficit público, atualmente em 5,7 %, ainda este ano. As estimativas apontam para um déficit de 4,6% em 2012 e de 3% em 2013.

Leia mais:
Banco Central dos EUA mantém juros perto de zero até 2013
Crise pode resultar em maior regulação das agências de risco, dizem especialistas
EUA podem demorar quase 10 anos para recuperar qualificação de AAA, diz S&P
Sempre fomos e sempre seremos um país AAA, diz Obama sobre rebaixamento de nota

Sarkozy e Fillon querem assegurar a manutenção da atual classificação da dívida da França em AAA, o máximo na escala das agências de análise de risco. Até o dia 24, o governo francês prometeu anunciar as chamadas “decisões definitivas”. Tanto o presidente quanto o primeiro-ministro interromperam as férias para participar da reunião extraordinária.

“As decisões definitivas serão tomadas em 24 de agosto, durante reunião que irá contar com a presença do presidente da República francesa, do primeiro-ministro, do ministro da Economia e das Finanças [François Baroin] e da ministra do Orçamento [Valérie Pécresse]", disse a Presidência da República da França, em comunicado.

O Ministério das Finanças da França negou ainda os rumores que apontam para a revisão em baixa do rating da dívida francesa, o que levou a fortes quedas nas bolsas. A de Paris, por exemplo, chegou a cair mais de 5%. "Esses rumores são completamente infundados e as três agências – Standard&Poor´s, Fitch e Moody’s - confirmaram que não há risco de degradação”, disse o ministro das Finanças francês, François Baroin.

O principal índice da bolsa francesa, o Cac 40, fechou em queda. O Société Générale protagonizou a maior queda, ao perder 14,74%, depois de as ações do banco terem chegado a 23%. Um porta-voz do banco reagiu à desvalorização dos títulos informando que a empresa rebate as especulações sobre o eventual rebaixamento da nota da França, nas avaliações das agências de risco.


Siga o Opera Mundi no Twitter               
Conheça nossa página no Facebook
 


Comentários

Leia Também