Pyongyang volta a ameaçar Guam após EUA e Coreia do Sul anunciarem exercícios militares conjuntos

"Já advertimos em várias ocasiões que tomaremos medidas de autodefesa, incluindo uma salva de mísseis em águas próximas ao território americano de Guam", anunciou agência oficial

Redação (*)

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A Coreia do Norte voltou a ameaçar nesta sexta-feira (13/10) disparar mísseis perto da ilha de Guam por conta dos exercícios militares de Estados Unidos e Coreia do Sul, previstos para acontecer na próxima semana.

"Já advertimos em várias ocasiões que tomaremos medidas de autodefesa, incluindo uma salva de mísseis em águas próximas ao território americano de Guam", diz um comentário divulgado pela agência norte-coreana KCNA, em que acusa Washington de "fazer constantes ações militares em zonas sensíveis" próximas à península coreana.

Estas ações "reforçam a nossa determinação sobre a necessidade de domar os Estados Unidos com fogo, e empurra nossas mãos para mais perto do gatilho para tomar as mais duras medidas", aponta o comentário.

O governo de Donald Trump "está tratando de provocar a DPRK [sigla em inglês do nome oficial do país, República Democrática Popular da Coreia] com ações como o desdobramento de [bombardeiros] B-1B, porta-aviões e submarinos nucleares nas águas ao redor da península", acrescenta a nota.

Agência Efe / Arquivo

Kim Jong-un, líder da Coreia do Norte, em foto de em 2013; país voltou a ameaçar Guam, território dos EUA no oceano Pacífico

Os exercícios militares comandados por Washington e Seul ocorrerão entre a próxima segunda-feira e o dia 26 no mar do Japão e no mar Amarelo (conhecidos respectivamente como "Mar do Leste "e "Mar do Oeste" nas duas Coreias), informou em um comunicado a sétima frota da marinha americana.

As manobras estão destinadas a reforçar as "comunicações e cooperação" entre ambos exércitos perante os desenvolvimentos armamentistas da Coreia do Norte.

"Trata-se de exercícios regulares conjuntos para resistir à ameaça marítima norte-coreana e melhorar a colaboração das nossas forças armadas", disse o vice-almirante sul-coreano Jung Jin-seop, comandante das operações navais do país asiático, em declarações à agência local Yonhap.

As manobras acontecerão em uma época de alta tensão na península por causa do cruzamento de declarações entre os governos de Kim Jong-un e o de Trump, que deve visitar a região entre 2 e 14 de novembro.

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