Presidente autoproclamada da Bolívia troca comandante-chefe das Forças Armadas

'Assume o comando das Forças Armadas em um momento crucial para o nosso Estado, no qual todos os bolivianos têm uma tarefa importante, como levar esta etapa para uma nova eleição a uma conclusão bem-sucedida', disse Áñez.

A autoproclamada presidente da Bolívia, Jeanine Áñez, deu posse nesta quarta-feira (13/11) ao general do exército, Sergio Carlos Orellana Centellas, como novo Comandante-chefe das Forças Armadas, no lugar de Williams Kaliman, que havia "sugerido" ao então presidente Evo Morales que renunciasse, consolidando, assim, o golpe de Estado. 

"Assume o comando das Forças Armadas em um momento crucial para o nosso Estado, no qual todos os bolivianos têm uma tarefa importante, como levar esta etapa para uma nova eleição a uma conclusão bem-sucedida", disse Áñez.

A troca do comando militar é uma tentativa da autoproclamada presidente de manter o controle das forças de segurança do país no momento pós-golpe. Pablo Arturo Guerra Camacho é o novo chefe do Estado Maior das Forças Armadas, Iván Patricio Inchausti Rioja foi designado como Comandante do exército.


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Além deles, a nomeação também indicou Ciro Orlando Álvarez como Comandante da Força Áerea da Bolívia e Moisés Orlando Mejía Heredia como Comandante da Armanda Boliviana

ABI
Autoproclamada presidente da Bolívia deu posse ao novo Comandante em Chefe das Forças Armadas

Jeanine Áñez

Áñez se autoproclamou presidente da Bolívia, na noite desta terça-feira (12/11) – mesmo dia em que Evo Morales e Álvaro Linera chegaram ao México, onde receberam asilo político após terem renunciado para tentar frear a onda de violência do golpe de Estado em curso no país.

Desde o domingo (10/11), ela passou a ser a primeira na linha sucessória após as renúncias do presidente e do vice-presidente do Senado, que seguiram a decisão de Evo Morales. A Constituição boliviana, porém, prevê que os casos de renúncia presidencial devem ser aprovados ou rejeitados pelo parlamento; assim como a titulação do sucessor deve ser validada pelos legisladores.

Descumprindo o rito constitucional, Áñez discursou como presidente mesmo sem ter sido empossada pela Assembleia Legislativa Plurinacional. A sessão prevista para esta terça-feira não teve quórum, uma vez que os parlamentares do Movimento ao Socialismo (MAS), partido de Evo Morales, se recusaram a participar por falta de garantias políticas.

(*) Com ABI e Brasil de Fato.

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