Quinta-feira, 8 de outubro de 2026
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O governo do Japão contestou nesta sexta-feira (01/03) as conclusões de um estudo, divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), advertindo sobre o risco de casos de câncer em áreas próximas à Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, em decorrência das explosões e vazamentos radioativos em 2011. Pelo estudo, a ameaça de desenvolver câncer de tireoide aumentou em 70% nas mulheres e nas crianças.

Para as autoridades japonesas, o estudo se baseia na permanência das pessoas nas áreas mais contaminadas, o que não ocorre, pois o governo do Japão determinou o esvaziamento das zonas afetadas. Segundo especialistas japoneses, há dúvidas sobre a forma de calcular os casos.
 

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Para governo, estudo se baseia na permanência de pessoas nas áreas mais contaminadas, que teriam sido esvaziadas

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O estudo mostra também que há ameaças de desenvolvimento de câncer de mama nas meninas nascidas nos arredores da usina. Segundo a pesquisa, houve aumento de 6% desses casos, além da elevação de 7% de casos de leucemia em crianças e adolescentes do sexo masculino.

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Após o terremoto seguido por tsunami, em março de 2011, aproximadamente 110 mil moradores da região próxima à usina, no Nordeste do Japão, foram retiradas de suas casas. Cerca de 50 mil moradores da autarquia de Fukushima decidiram mudar-se, por precaução.

O acidente nuclear no Japão foi considerado, por especialistas, pior do que o registrado em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986. Em decorrência dos vazamentos e explosões, as autoridades japonesas proibiram a venda de uma série de produtos agrícolas da região.
 

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