Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, acusou nesta segunda-feira (21/04) Kiev de não cumprir os acordos de Genebra, celebrados na última semana para tentar pôr fim à crise política da Ucrânia. De acordo com o chanceler, as autoridades no poder no país são as primeiras a transgredir o pacto.

“O acordo de Genebra não só não está sendo cumprido, mas se dão passos, em primeiro lugar por quem usurpou o poder em Kiev, que o transgridem flagrantemente”, disse o chefe da Chancelaria russa em entrevista coletiva, após se encontrar com o ministro de Relações Exteriores de Moçambique,  Oldemiro Balói.

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Agência Efe

Lavrov: Kiev já está descumprindo acordo firmado em Genebra para pôr fim à crise no país

Segundo Lavrov, o governo de Kiev se queixa do fato dos edifícios administrativos não terem sido desocupados, mas as autoridades ucranianas “não movimentaram um dedo para eliminar as verdadeiras causas desta profunda crise”.

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Ele lembrou, ainda, que um dos pontos do acordo celebrado em Genebra é a anistia aos manifestantes presos em protestos. Lavrov, afirmou, no entanto, que as prisões continuam e atingem, inclusive, jornalistas. “Isto não pode deixar de causar indignação”, ressaltou o ministro russo, que ressaltou que o incidente armado em que três pessoas morreram, registrado na noite de Páscoa junto à cidade de Slaviansk, “excede todos os limites”.

“Não podem ou, talvez, não querem controlar os extremistas, que seguem mandando (no país)”, disse o ministro russo em alusão a uma suposta incapacidade do governo de Kiev de conter os ultranacionalistas.

Segundo chanceler russo, os primeiros a descumprirem pacto são as autoridades do país

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Isolamento impossível

De acordo com Lavrov, “as tentativas de isolar a Federação Russa não levarão a lugar algum, já que é impossível isolar a Rússia do resto do mundo”. “Antes de nos apresentar ultimatos e nos ameaçar com sanções se não cumprirmos algo em dois ou três dias, nós chamaríamos nossos parceiros norte-americanos a tomar consciência de sua responsabilidade por aqueles que ajudaram a chegar ao poder em Kiev”, ressaltou.

O chefe da diplomacia russa acusou Washington de proteger o governo de Kiev e de “fazer vista grossa perante as arbitrariedades deste regime e dos guerrilheiros em que o mesmo se apoia”.

Sobre a situação dos cidadãos de língua russa no sudeste da Ucrânia, Lavrov disse que “cada vez se ouvem mais e mais chamadas de ajuda contra todos os tipos de abusos”.

“Trata-se de uma situação muito complexa”, afirmou, ressaltando que Moscou “não só vai condenar, mas também atuar” contra a política daqueles que “buscam suscitar uma guerra civil pensando, pelo visto, em provocar um grande e sangrento conflito”.

(*) Com Efe

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