Mais de 40 mil pessoas foram presas na Turquia em operações pós-golpe, diz governo

Após tentativa fracassada de retirar Erdogan do poder, 80 mil funcionários públicos foram afastados e mais de 4 mil empresas foram fechadas

Na madrugada desta quinta-feira (18/08), a polícia turca realizou operações em mais de 100 locais de Istambul e prendeu várias pessoas que estariam supostamente envolvidas com a tentativa fracassada de golpe de Estado contra o presidente do país, Recip Erdogan, ocorrida em meados de julho. De acordo com o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, 40.029 pessoas foram presas desde o mês passado.


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As pessoas detidas nesta quinta são acusadas de serem simpatizantes de um movimento religioso liderado por Fethullah Gulen, clérigo muçulmano residente nos Estados Unidos que o governo diz ter sido o mentor da tentativa de golpe.

Agência Efe/ arquivo

Manifestantes em Istambul sobem em tanque militar em meio a tentativa de golpe

Yildirim afirmou, em discurso transmitido ao vivo pela televisão nesta quarta-feira (17/08), que 4.262 empresas e instituições ligadas a Gulen foram fechadas. Em expurgos levados a cabo entre militares, policiais, servidores públicos e membros do Judiciário, 79.900 pessoas foram afastadas de suas funções públicas.

Leia também: O que aconteceu na Turquia? Por que os militares tentaram tomar o poder?

Em 15 de julho, uma facção militar tentou tomar o poder, matando cerca de 240 pessoas, a maioria civis, e ferindo duas mil. Aproximadamente 100 pessoas que apoiavam o golpe também foram mortas, de acordo com estimativas oficiais.

Ações do PKK

Em duas ações atribuídas à guerrilha curda Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) nesta quinta-feira (18/08), morreram seis pessoas, sendo três policiais, e mais de 200 ficaram feridas.

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As ações foram rapidamente atribuídas ao PKK pelo ministro da Defesa, Fikri Isik. O atentado com carro-bomba contra o quartel-general da polícia de Elazig, reduto nacionalista do leste da Turquia de população não curda, provocou danos consideráveis no edifício de quatro andares e nos imóveis vizinhos, onde se encontram as casas reservadas às famílias dos policiais, segundo as redes de televisão.

"Até agora não havíamos tido um ataque assim na cidade, nem recebido informações sobre um eventual ataque", indicou à CNN Türk Omer S’ar, deputado desta província do partido islamita-conservador no poder AKP (Partido da Justiça e do Desenvolvimento).

Na noite de quarta (17/08), três pessoas, dois civis e um policial, morreram e 73 ficaram feridas em Van, outra localidade a leste da Turquia, em outro atentado com carro-bomba atribuído ao PKK, como declarou o governador local, Ibrahum Tasyapan. Cerca de uma tonelada de explosivos foi utilizada, de acordo com a agência de notícias Dogan.

Segundo a Human Rights Watch, mais de 7.000 combatentes curdos e mais de 300 civis morreram no último ano desde que foi anunciado o fim do cessar-fogo entre o PKK e o governo turco, enquanto 355.000 pessoas foram obrigadas a fugir devido à retomada do conflito.

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