Ataque suicida contra Palácio de Justiça da Síria deixa pelo menos 30 mortos e 60 feridos em Damasco

Homem detonou explosivos ao tentar entrar no edifício, que fica no centro da capital síria, e segundo ataque foi reportado em restaurante no noroeste da cidade; guerra no país completa seis anos hoje

Um atentado suicida contra o Palácio de Justiça da Síria, situado no centro de Damasco, nesta quarta-feira (15/03) deixou pelo menos 31 pessoas mortas e outras 60 feridas.


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Um homem detonou o cinto de explosivos que portava ao ser detido para vistoria pela polícia enquanto tentava entrar no edifício, situado no bairro de Al Hamidiya, na capital síria.

"O terrorista estava vestido com uniforme militar e carregava uma metralhadora e uma granada. Quando lhe deram a ordem para parar no posto de controle (da entrada), começou a correr, entrou no hall do Palácio de Justiça e detonou o explosivo que levava consigo às 13h20 locais (8h20 de Brasília)", relatou o chefe do Departamento de Polícia da capital, tenente-general Mohammed Jeir Ismail.

O Palácio de Justiça está perto do famoso mercado de Hamidiye, o bazar do centro de Damasco.

Henry Patton / Flickr CC

Vista de Damasco, capital da Síria; dois atentados deixaram pelo menos 30 mortos na cidade nesta quarta-feira (15/03)

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, a maioria das pessoas mortas é civil e há muitas feridas em estado grave, o que deve aumentar o número de vítimas fatais da explosão. Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

Segundo agências internacionais, houve uma segunda explosão na capital síria pouco depois do atentado ao Palácio de Justiça. A TV estatal síria teria reportado outro ataque realizado por um homem-bomba em um restaurante na região de Al Rabua, no noroeste de Damasco, ainda sem informações sobre mortos e feridos.

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Hoje é o sexto aniversário do início da guerra na Síria, iniciada no dia 15 de março de 2011 com uma série de protestos contra o presidente Bashar Al-Assad.

Nos últimos anos, entretanto, a guerra se tornou o epicentro de uma crise humanitária regional e internacional, com a participação de potências como Rússia, que apoia o presidente sírio, e EUA e outros países ocidentais, que auxiliam os grupos opositores a Assad. Uma série de grupos extremistas também se formou e fortaleceu nos últimos seis anos em meio à guerra, inclusive o Estado Islâmico.

Segundo organizações internacionais citadas pela BBC, pelo menos 320 mil pessoas morreram e 11 milhões tiveram que abandonar suas casas nestes seis anos de guerra na Síria.

O atentado desta quarta-feira ocorre depois que no sábado (11/03) pelo menos 74 pessoas morreram, a maioria peregrinos procedentes do Iraque, segundo o Observatório, em um atentado no centro da capital, que foi reivindicado pelo grupo Tahrir al-Sham, aliança da ex-filial síria da Al Qaeda.

Os meios de comunicação oficiais rebaixaram o número de vítimas mortais nesse ataque para 40 e agregaram que houve 120 feridos.

 

*Com informações de Agência Efe



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