Líderes da América Latina expressam solidariedade por inundações no Peru, que deixam 75 mortos e 263 feridos

Maduro, Morales, Bachelet e Santos oferecem ajuda; danos registrados desde começo da temporada de chuvas em dezembro destruiu 12 mil casas, 25 escolas e oito postos de saúde

Líderes e organizações da América Latina expressaram seu apoio ao Peru após as inundações causadas pelas chuvas, que afetaram até o momento mais de 630 mil pessoas. Segundo o último relatório oficial de danos divulgado neste domingo (19/03) pelo Coen (Centro de Operações de Emergências Nacional), o número de mortos nas inundações no Peru subiu para 75 mortos, com 263 feridos, 20 desaparecidos e 630 mil pessoas afetadas.


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O presidente da Bolívia, Evo Morales, enviou uma carta ao presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski oferecendo ajuda para atender a população afetada pelas fortes chuvas. “O Estado e o povo boliviano expressamos toda nossa solidariedade perante a dor e a perda de vidas humanas provocadas pelos desastres naturais em diferentes regiões da sua pátria”, disse Morales.

Deputados bolivianos do Movimento ao Socialismo estiveram neste sábado (18/03) trabalhando na coleta de alimentos e remédios para que fossem levados ao Peru.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, também manifestou seu apoio ao Peru e ofereceu assistência imediata. “Venezuela oferece às autoridades peruanas, no marco da amizade entre os povos, a solidariedade e cooperação internacional, seu apoio e assistência imediata para aliviar as dificuldades dos cidadãos prejudicados pelas chuvas que assolaram este país irmão”, afirmou em comunicado.

A chilena Michelle Bachelet e o presidente colombiano Juan Manuel Santos também lamentaram os acontecimentos e expressaram solidariedade. “Toda a solidariedade do Chile com Peru pelos temporais que está sofrendo. Presidente PPK, conte com nosso apoio”, escreveu Bachelet no Twitter, enquanto Santos afirmou que a Colômbia “está atenta para fornecer o apoio necessário ao Peru” e afirmou que enviará 30 toneladas de ajuda humanitária e 4 helicópteros.

A chancelaria do Equador, por sua vez, informou neste sábado (18/03) que enviará ao Peru um avião para transportar cidadãos equatorianos presos em Lima devido a interdições nas estradas ocorridas em consequência das chuvas, impedindo o retorno dos equatorianos a seu país.

Agência Efe

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Segundo dados do Coen, os danos registrados desde que começou a temporada de chuvas em dezembro destruiu 12 mil casas, 25 escolas e oito postos de saúde. Além disso, cerca de dois mil quilômetros de estradas foram danificados e quase nove mil hectares de plantações perdidas. O documento ainda não inclui os quatro desaparecidos que caíram em um rio após o desabamento de uma ponte pela qual vários veículos passavam no momento.

A maior parte das vítimas se concentra nas regiões nortistas de Piura, Lambayeque, La Libertad e Áncash, que em conjunto somam 25 mortos, 111 feridos, 8 desaparecidos, 81 mil afetados e 8.200 casas destruídas. Lambayeque concentra o maior número de vítimas, com 41 mil afetados, seguida de Piura, com 19 mil; Áncash, com 17.600 e La Libertad, com 3.200.

Em Trujillo, a capital de La Libertad, mais da metade da população está há dois dias sem fornecimento de água potável pela ruptura do principal canal que abastece de água a cidade.

A queda da ponte sobre o rio Virú, onde no sábado à noite desapareceram quatro pessoas, entre outras estruturas danificadas, impedem que o governo peruano possa levar ajuda a essas regiões através da estrada Pan-americana Norte, que percorre a costa peruana desde Lima até o Equador.

O MTC (Ministério de Transporte e Comunicações) autorizou neste domingo (19/03) embarcações pesqueiras a transportar desde Lima produtos de primeira necessidade aos portos das zonas mais afetadas.

Na capital peruana, algumas casas também estão há dois dias sem água, já que o volume de lama e outros resíduos acumulados no rio Rímac, principal fonte de abastecimento de água da cidade, impedem o Sedapal (Serviço de Água Potável e Águas e esgoto de Lima) de recolher água da corrente fluvial.

As chuvas se devem ao atípico fenômeno climatológico do El Niño, que aqueceu a superfície do litoral peruano, o que por sua vez provoca intensas e incomuns chuvas em sua costa desértica, que provocam inundações, transbordamento de rios e deslizamento de terras, conhecidos no Peru pelo termo quíchua "huaicos".

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