Cuba denuncia 'operação' mundial contra Venezuela e repudia sanções a Maduro

Segundo governo da ilha, está em andamento uma "bem arquitetada operação internacional", dirigida pelos EUA e com apoio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA)

O governo de Cuba denunciou nesta segunda-feira (31/07) uma "operação internacional" contra a Venezuela, repudiou as sanções "insólitas" e "arbitrárias" impostas pelos Estados Unidos ao presidente Nicolás Maduro e reiterou sua "inquebrantável" solidariedade para com o povo e o Executivo do país sul-americano.


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Em uma declaração emitida nesta segunda, o Ministério de Relações Exteriores de Cuba acusa o governo dos EUA de impor ao presidente venezuelano sanções "insólitas, que violam o Direito Internacional e arbitrárias".

Segundo o governo da ilha, está em andamento uma "bem arquitetada operação internacional", dirigida pelos EUA e com apoio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, com o objetivo de "silenciar a voz do povo venezuelano, não reconhecer sua vontade" e "forçá-lo a se render através de ataques e sanções econômicas".

"Conhecemos bem todas essas práticas intervencionistas. Eles acreditam que assim conseguirão fazer com que o povo se submeta a uma oposição marionete, que eles mesmos financiaram e que agora promete fazer o país explodir", acrescentou o governo cubano na declaração.

Além disso, Havana opinou que "os que pretendem derrubar a Revolução Bolivariana e Chavista por vias inconstitucionais, violentas e golpistas, assumirão uma séria responsabilidade perante a história".

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Agência Efe

Cuba enviou nota em solidariedade ao processo Constituinte venezuelano

O ministério cubano afirmou que, nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte deste domingo (31/07), o povo venezuelano demonstrou que "é dono pleno de seus direitos soberanos e que milita decisivamente ao lado da paz, em defesa da segurança popular, da independência e da livre determinação de sua Pátria".

Além disso, Havana assinalou que a Venezuela "compareceu às urnas como nunca antes em um processo constituinte" e que "a estratégia do imperialismo e das oligarquias, e de uma oposição que não titubeou para desatar as expressões mais brutais de crueldade, foi derrotada".

O governo venezuelano comemorou nesta segunda o triunfo obtido na eleição dos integrantes da Assembleia Nacional Constituinte e, segundo o Conselho Nacional Eleitoral, mais de 8 milhões de votantes compareceram às urnas.

A Venezuela é na atualidade o principal aliado político e econômico de Cuba, que recebe petróleo venezuelano a preços subsidiados em troca do envio de profissionais cubanos - principalmente médicos e professores - ao país sul-americano.

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