Avanço da extrema direita alemã nas eleições de domingo assusta imprensa europeia

Entrada da AfD no parlamento alemão pela primeira vez foi pauta nos principais meios de comunicação do continente

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A vitória da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, nas eleições do último domingo (24/09) dominou as capas de jornais europeus nesta segunda-feira (25/09), principalmente por causa da ascensão da extrema direita na maior economia do continente.


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Diários de várias nações alertaram para o risco que o crescimento do partido ultranacionalista e eurocético Alternativa para a Alemanha (AfD) e o enfraquecimento da mulher mais poderosa do mundo podem representar para a União Europeia nos próximos anos.

"A vitória de Merkel para um quarto mandato arruinada pelo crescimento da extrema direita", escreveu em sua manchete o jornal The Guardian, do Reino Unido, que está de saída da UE. Além disso, um editorial da publicação afirmou que a consolidação do AfD é "preocupante" e um "sinal da fragmentação política".

Agência Efe

Merkel já reafirmou que é necessário buscar apoio dos eleitores da Afd, mas sem guinar à direita

Um tom ainda mais alarmista foi adotado pelos diários de maior circulação da Itália, país que irá às urnas no primeiro semestre de 2018 e que também convive com o avanço de forças ultranacionalistas e eurocéticas. "Direita e queda de Merkel assustam a UE", disse o jornal la Repubblica, acrescentando que "o vento alemão gela a Itália".

Título parecido surgiu na capa do La Stampa, que escreveu: "A direita alemã assusta a Europa". Já o Corriere della Sera preferiu ressaltar o enfraquecimento da chanceler. "Merkel mais frágil, voa a ultradireita", afirmou o diário baseado em Milão.

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Por sua vez, o espanhol El País publicou que a "irrupção da ultradireita ofusca a vitória de Merkel", triunfo chamado de "amargo" pelo diário francês Le Figaro. Para o Le Monde, a Alemanha entrou em uma "zona de turbulência", uma vez que ninguém sabe com quais aliados a chanceler governará.

Sem obter a maioria no Parlamento, Merkel terá de buscar o apoio de outras legendas para formar um novo gabinete, mas a segunda maior força política do país, o Partido Social-Democrata (SPD), que deu sustentação ao terceiro mandato da líder, já anunciou que voltará à oposição.

"Para a Europa, e em particular para a França de Emmanuel Macron, essas eleições são uma péssima notícia. Sobretudo porque a Alemanha entrará em um longo túnel de negociações que a tornarão ausente da cena europeia", escreveu o diário parisiense.

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