Partidos pró-independência da Catalunha convocam reunião para discutir possível intervenção de Madri

Artigo de lei que pretende retirar poderes do parlamento catalão será votado nesta quinta-feira (26/10); grupos independentistas responderão tentativa de intervenção

Os partidos pró-independência da Catalunha, que são maioria no Parlamento da região, pediram para que seja marcada uma sessão com o objetivo de “dar uma resposta” ao que chamaram de “agressão” feita pelo primeiro ministro espanhol, Mariano Rajoy, que abriu caminho para uma intervenção no local. Os grupos se reunirão nesta segunda-feira (23/10) para marcar a data da reunião.


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Rajoy anunciou neste sábado (21/10) a aplicação do artigo 155 da Constituição, que prevê uma intervenção na autonomia política da Catalunha. O possível uso do artigo é um fato inédito na história espanhola. Ele será votado já na quinta, podendo entrar em vigor na sexta (27/10).

Caso a decisão seja aceita pelo parlamento espanhol, o presidente catalão, Carles Puigdemont, e todo o seu gabinete, serão suspensos. No seu lugar, entraria interventor, que responderia ao governo central. Uma nova eleição parlamentar na Catalunha teria que ser convocada - discute-se um prazo de seis meses após a intervenção para isso.

Puigdemont anunciou neste domingo (22/10) que irá denunciar penalmente a Espanha por seu “ato de violência institucional” contra a Catalunha e afirmou que não aceitará as ordens vindas de Madri.

Agência Efe

Os grupos se reunirão nesta segunda-feira (23/10) para marcar data de reunião que pretende responder às "agressões" vindas de Madri

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Segundo informações do jornal Público, o presidente catalão afirmou que a possibilidade de intervenção é “o pior ataque ao autogoverno da Catalunha desde o ditador Francisco Franco”, e que o governo espanhol está se proclamando “de forma ilegítima”.

A presidente do parlamento, Carme Forcadell, também se pronunciou dizendo que “nem o artigo 155 lhes permite fazer o que querem e eles sabem; não os acompanha nem a legalidade nem a legitimidade nem a maioria da sociedade catalã”. Para ela, trata-se do “ataque mais grave às instituições catalãs desde o seu restabelecimento” e prometeu “defender a soberania da Catalunha”, além de “trabalhar sem descanso para que o parlamento possa representar aquilo em que votaram os catalães”.

A junta de porta-vozes da câmara catalã decidiu nesta segunda que irá realizar um plenário na quinta-feira, levantando a proposta da declaração independentista como resposta a possível aplicação do artigo 155.

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