'Não há causa, não há delito, não há motivo para prisão', diz Cristina Kirchner

Ex-presidente argentina afirmou que processo é ‘absurdo’ e que viola ‘o estado de direito’; juiz federal determinou quebra da imunidade parlamentar e prisão preventiva de Kirchner

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

A ex-presidente da Argentina e atual senadora, Cristina Kirchner, se pronunciou nesta quinta-feira (07/12) sobre o pedido de quebra de imunidade parlamentar e prisão preventiva feitos pelo juiz federal Claudio Bonadio. Segundo ela, "não há motivo para prisão". 


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

“Tudo isso que está acontecendo é um despropósito. Um verdadeiro excesso. Estas medidas não só violam o estado de direito como buscam provocar danos pessoas e políticos aos opositores, às suas trajetórias. Isto não tem nada a ver com a justiça e com a democracia”, afirmou Kirchner, que considerou o pedido de prisão “um absurdo”.

Bonadio pediu a prisão da ex-mandatária por "traição à pátria" e "encobrimento agravado" por conta de um memorando assinado por ela, quando era presidente, e o governo do Irã. Esse acordo, segundo a acusação, tinha o objetivo de encobrir uma eventual participação de Teerã no atentado à sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, que deixou 85 motos. 

Foto: Presidência da Argentina / Fotos Públicas

Ex-presidente argentina afirmou que processo é "absurdo" e que viola "o estado de direito"

Marinha argentina diz que não há sinal do submarino

Argentina condena dezenas por "voos da morte" e crimes na ditadura

'Não há causa, não há delito, não há motivo para prisão', diz Cristina Kirchner

 

Kirchner afirmou que “não há causa, não há delito, não há motivo” para o pedido de prisão e que “Bonadio sabe, o governo sabe e o presidente da nação sabe”. Disse também que a assinatura do memorando “se tratava de um ato de política exterior”, e que recebeu tratamento e aprovação do Parlamento argentino.

Sobre a acusação de traição, Kichner afirmou que o juíz sustenta a ideia de que o atentado à sede da Amia foi um ato de guerra, e não um atentado terrorista. Para ela, “esta foi a única maneira que [Bonadio] encontrou em seu mundo jurídico muito particular” para justificar a acusação de traição à pátria.  

Senado

Segundo o jornal Clarín, é improvável que o Senado autorize a detenção de Cristina – e mesmo que qualquer decisão seja tomada em prazo curto, já que a Casa está em recesso e há trâmites a serem cumpridos antes de uma eventual votação. De acordo com o jornal, o assunto só conseguiria ser discutido no Legislativo em março de 2018.

Além disso, para que a prisão seja aprovada, são necessários 48 votos. O peronismo, diz o Clarín, tem 33 votos no Senado, deixando a oposição com 39 – insuficiente para que o pedido prospere.


 

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

O livro que você quer!

O livro que você quer!

A Editora Alameda selecionou 31 títulos especialmente para você, leitor de Opera Mundi. Alguns destaques: Vila Buarque, o caldo da regressão, de Marcos Gama; Autoritarismo e golpes na América Latina, de Pedro Estevam Serrano; Machado de Assis - a Poesia Completa; A formação do mercado de trabalho no Brasil, de Alexandre de Freitas Barbosa; Nós que amamos a revolução, de Américo Antunes; Jorge Amado na Hora da Guerra, de Benedito Veiga; Da Pizza ao Impeachment, de Roberto Grün; Tsimane, de Aline Vieira, e Casa da Vovó, de Marcelo Godoy. A lista é incrível, aproveite. Tem alguns descontos convidativos e o frete é grátis para todo o Brasil.

Leia Mais

O melhor da imprensa independente

PUBLICIDADE

A revista virtual
desnorteada

Mais Lidas

Últimas notícias