Menino de 13 anos encontra tesouro viking na Alemanha

Deutsche Welle
Após dica de garoto e arqueólogo amador, especialistas descobrem centenas de moedas e joias de mais de mil anos em ilha no Mar Báltico, da época de rei de origem viking que levou o cristianismo à Dinamarca

Esteja sempre bem informado
Receba todos os dias as principais notícias de Opera Mundi

Receba informações de Opera Mundi

Arqueólogos descobriram na ilha alemã de Rügen um tesouro viking de mais de mil anos, da época do célebre rei dinamarquês Haroldo 1° da Dinamarca, também chamado de Haroldo Dente-Azul. A descoberta foi feita depois de uma dica dada por um menino de 13 anos e um arqueólogo amador.


Clique e faça agora uma assinatura solidária de Opera Mundi

Segundo informou nesta segunda-feira (16/04) o Escritório Regional de Arqueologia e Conservação de Monumentos do estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, foram resgatadas neste fim de semana centenas de peças de prata do século 10, incluindo até 100 moedas cunhadas durante o reinado de Haroldo.

As moedas, anéis, braceletes, broches e pérolas foram enterrados entre 980 e 990, perto de um túmulo da Idade do Bronze. Naquela época, Haroldo, o primeiro rei cristão da Dinamarca, provavelmente estava na área, fugindo das tropas de seu filho.

No total, os especialistas recolheram cerca de um quilo e meio de joias e moedas em um campo de 400 metros quadrados nos arredores do vilarejo de Schaprode. A quantidade faz da descoberta uma das mais importantes da região do sul do Báltico, segundo o arqueólogo Michael Schirren. As peças são originadas da Saxônia, da Inglaterra e dos Impérios Otomano e Bizantino.

picture-alliance/dpa/S. Sauer

Foram descobertas cerca de 600 moedas

Procuradoria alemã pede extradição de líder separatista catalão

Justiça alemã decide liberar ex-presidente catalão sob fiança

Espanha e Alemanha discutirão extradição de Puigdemont

 

As primeiras dicas sobre o tesouro foram dadas às autoridades pelo arqueólogo amador René Schön e o estudante Luca Malaschnitchenko, de 13 anos. Os dois se dedicavam a procurar objetos arqueológicos na região, auxiliados com GPS e detectores de metais. Eles descobriram uma primeira peça em janeiro e informaram as autoridades.

Os especialistas esperaram o fim do inverno para realizar as escavações. No último fim de semana, arqueólogos e voluntários, incluindo o menino, escavaram a zona até encontrar as outras peças.

Cerca de uma centena de um total de cerca de 600 moedas foram cunhadas a mando do rei Haroldo, que viveu entre 910 e 987. A maioria delas é gravada com cruzes, que possivelmente eram uma "declaração política" do rei a respeito de sua fé cristã. Haroldo, que uniu as tribos da Dinamarca e que conquistou a Noruega, quis, como viking, conquistar até mesmo a Inglaterra.

Em 960, ele se converteu ao cristianismo. Depois de perder uma batalha para as tropas de seu filho, Svend Tveskæg (ou Sueno Barba Bifurcada), ele fugiu ferido para a ilha de Wolin, onde morreu em 987.

Segundo os arqueólogos alemães, o achado na ilha de Rügen pode estar relacionado com essa fuga, com a qual foram vinculadas também as descobertas de joias realizadas em 1872 na ilha vizinha de Hiddensee.

Outras Notícias

X

Assine e receba as últimas notícias

Receba informações de Opera Mundi

Destaques

Publicidade

Faça uma pós agora!

Faça uma pós agora!

A leitura literária é um fator importante na construção de relações humanas mais justas. Do mesmo modo, a formação de leitores críticos é imprescindível para a constituição de uma sociedade democrática.

Por isso, torna-se cada vez mais urgente a abertura de novos e arejados espaços de interlocução qualificada entre os sujeitos que atuam nesse processo, em diversos contextos sociais.

A proposta do curso é proporcionar, por meio de discussões abrangentes e aprofundadas sobre a formação do leitor literário, uma reflexão ancorada principalmente em três áreas do conhecimento: a teoria literária, a mediação da leitura e a crítica especializada.

Leia Mais

A revista virtual
desnorteada

O melhor da imprensa independente

Mais Lidas

Últimas notícias

Justiça da UE condena Alemanha por poluição da água

Tribunal de Justiça da União Europeia considera que Berlim não fez o suficiente para deter contaminação de águas subterrâneas por nitrato; índices continuam altos apesar de leis mais severas para fertilizantes agrícolas