Embaixadora brasileira bate-boca com Jean Wyllys na ONU e se retira de reunião; veja vídeo

'O fato de a senhora ter saído do seu lugar e vir com discurso pronto para essa sala é sintoma mesmo de que minha presença aqui amedronta a senhora e o seu governo, que não tem compromisso com a democracia', disse Wyllys

Atualizada às 15h46

A diplomata brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo foi protagonista nesta sexta-feira (15/03) de uma discussão com o ex-deputado federal Jean Wyllys, que participava de um evento na ONU (Organização das Nações Unidas) em Genebra, Suíça. Ela se retirou da sala e se recusou a ouvir resposta do ex-parlamentar, que participava da mesa de discussão. O relato é do jornalista Jamil Chade, em seu blog no UOL.

Wyllys criticou a postura antidemocrática da embaixadora e denunciou a ligação da família Bolsonaro com milicianos investigados pela morte de Marielle Franco. Ela deixou a sala gritando que a presença do ex-parlamentar na ONU “envergonha o Brasil”.

“Senhora embaixadora, ouça a minha resposta. (…) O fato de a senhora ter saído do seu lugar e vir com discurso pronto para essa sala é sintoma mesmo de que minha presença aqui amedronta a senhora e o seu governo, que não tem compromisso com a democracia”, disparou Wyllys.

“Sobretudo no momento em que a imprensa revela ligações entre organizações criminosas, os assassinos de Marielle Franco e a família do presidente da República”, acrescentou.

A diplomata passou a repetir que Wyllys não amedronta o governo, mas “envergonha” sua imagem. “A sua presença aqui envergonha o Brasil”, disse, antes de abandonar a reunião.

“Outra questão importante é que ele faz elogio e apologia à tortura. A tortura é um crime de lesa-humanidade, não deveríamos tolerar em hipótese alguma, sobretudo em governos que se autoproclamam democráticos. Obrigado.” Wyllys foi aplaudido ao final.

Após a confusão, Jean Wyllys conversou com Jamil Chade: “A única coisa verdadeira da embaixadora era seu colar de pérola”.

Pelo Twitter, a representação brasileira em Genebra disse que estava defendendo a democracia brasileira - e destacou o fato de que Wyllys estava vestindo vermelho. "No Conselho de Direitos Humanos hoje, ao lado da Senadora Mara Gabrilli, defendemos a democracia brasileira e suas instituições. Na mesa, ex-deputado, vestido de vermelho, mostra sua incapacidade de aceitar o resultado das urnas."


Embaixadora Maria Nazareth Farani se retirou de reunião e não quis ouvir resposta de Wyllys. (Reprodução)

 

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