Sábado, 12 de setembro de 2026
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A ONG alemã Mare Go ignorou uma ordem das autoridades da Itália para levar 37 migrantes socorridos no Mar Mediterrâneo para o porto de Trapani e atracou seu navio na ilha de Lampedusa, mais próxima da área do resgate.

A entidade justificou sua decisão com os argumentos de que precisaria navegar durante 32 horas para chegar a Trapani, na costa ocidental da Sicília, e de que a embarcação não estava equipada para atender as pessoas deslocadas durante tanto tempo.

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“Nossa tripulação ficou em mar aberto por vários dias, efetuando diversas operações de socorro, então é irracional fazer tantas horas de navegação se levarmos em conta o bem-estar das pessoas salvas e da tripulação”, disse a ONG.

Com base em um decreto aprovado pelo governo de Giorgia Meloni, a entidade foi multada e teve o navio apreendido.

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Entidade explicou que precisaria navegar durante 32 horas para chegar a Trapani, na costa ocidental da Sicília, sendo que ilha de Lampedusa era mais próxima da área de resgate

Twitter/MSF Sea

Gestão da primeira-ministra tem designado portos mais distantes para navios de ONGs levarem migrantes socorridos no mar

Desde o início do ano, a gestão da primeira-ministra tem designado portos mais distantes para navios de ONGs levarem migrantes socorridos no mar, de modo a reduzir seu tempo nas áreas de resgate.

Segundo o Ministério do Interior da Itália, o país já recebeu 50,4 mil deslocados internacionais via Mediterrâneo em 2023, crescimento de 156% em relação ao mesmo período do ano passado. 

(*) Com Ansa

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