Paraguai minimiza suposto plano de intervenção do Brasil na crise dos "brasiguaios"

Ministro paraguaio disse que hipótese de ação militar brasileira revelada pelo Wikileaks é "exagero"

Ansa

 

O governo do Paraguai classificou hoje como um "exagero" os supostos planos revelados pelo WikiLeaks de uma intervenção militar brasileira no país para defender os colonos "brasiguaios", cujas terras são ameaçadas por sem-terras.

O chefe do Gabinete Civil da Presidência paraguaia, Miguel López Perito, declarou que a hipótese "é um exagero". "Creio que há várias falácias na sustentação da informação", avaliou.

Perito, um dos homens fortes do governo de Fernando Lugo, informou que haverá uma reunião do Conselho de Ministros com o presidente para estabelecer uma posição do país sobre a informação de que uma fonte militar brasileira teria atestado que não se descartava uma opção militar no Paraguai "se as coisas piorarem".

A fonte teria revelado o plano a um espião de uma agência privada norte-americana de inteligência e espionagem, a Stratfor, cujos documentos foram divulgados recentemente pelo Wikileaks e repercutidos na imprensa paraguaia.

O conflito entre fazendeiros brasileiros e descendentes de brasileiros em terras paraguaias e sem-terras do país tem vivido uma escalada nos últimos dias. Acredita-se que existam no Paraguai cerca de 300 mil "brasiguaios", muitos deles nascidos nesse país e outros que adquiriram a nacionalidade paraguaia.

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